As primeiras horas dessa sexta-feira foram de violência na zona Norte de Franca. Um desempregado de 31 anos destruiu a casa da ex-namorada, no Jardim Luiza II, e a espancou a ponto de provocar traumatismo craniano. A empregada doméstica, 49, está internada em estado grave na Santa Casa. Júlio César de Souza Felix acabou preso em flagrante.
A confusão teve início por volta de 6 horas. A vítima acionou a Polícia Militar e informou que o ex-namorado, de quem se separou em 2016, estava invadindo sua casa e parecia descontrolado. Vizinhos se assustaram com os barulhos e também fizeram coro à denúncia. Porém, quando chegaram, os policiais encontraram a doméstica caída no chão, a casa revirada e um rastro de sangue pelo imóvel. A mulher teria sido agredida com socos, pontapés e , até um vaso, teria sido quebrado em sua cabeça.
O desempregado, que não se conforma com o fim do relacionamento, estava na residência e foi conduzido até a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Enquanto isso, a doméstica era socorrida até a Santa Casa de Franca. De acordo com o hospital, ela está em estado grave e não há previsão de alta.
Após prestar depoimento, Júlio César foi autuado em flagrante por violência doméstica, com base na lei Maria da Penha. Depois, ele foi conduzido ao CDP (Centro de Detenção Provisória), onde permanece à disposição da Justiça.
Histórico e números
Segundo a polícia, essa não foi a primeira vez que o desempregado agrediu a ex. Eles se separaram em agosto de 2016, quando a vítima decidiu dar um basta nas sessões de espancamento que sofria. Na ocasião, Júlio César foi preso por violência doméstica e a Justiça determinou que ele se mantivesse longe da ex-namorada, algo que ele nunca teria obedecido.
Dados da DDM apontam que, antes da doméstica, outros 250 boletins de ocorrência de lesão corporal - na lei Maria da Penha - foram lavrados de janeiro a junho deste ano. Isso representa uma média de uma mulher espancada por dia em Franca.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.