Muitas moradas


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Está no Evangelho de João (cap. 14), que Jesus, falando aos seus discípulos de Sua volta para o mundo espiritual, asserenou-lhes o espírito, dizendo que haveria de preparar o lugar para, no futuro, também eles lá estarem. É quando o Mestre proclama que “há muitas moradas na Casa do Pai”. 
 
Mais do que Seus ouvintes de há dois mil anos, a atual Humanidade terrestre, obviamente mais evoluída, entende, o que também ensina a Doutrina Espírita, que a expressão “muitas moradas”, utilizada pelo Cristo, refere-se ao fato de existirem não só um número infinito de planetas habitados, como também habitado por espíritos está todo o espaço que nos parece vazio. Pois é nessa imensidão ilimitada que se acomodam as inúmeras dimensões apropriadas aos diversos graus de evolução moral dos que compõem a família universal. 
 
A todo momento, é-nos revelada a existência de outros mundos de possível habitação inteligente, muitos deles semelhantes à Terra, muitos outros diferentes, segundo o grau de moralidade dos habitantes que abrigam. 
 
É a Criação Divina, cuja grandeza não conseguimos dimensionar, visto que é infinita, sobre a qual, todavia, já conseguimos, conquanto timidamente, alargar conhecimentos, graças aos potentes telescópios que a inteligência tem colocado nas alturas espaciais, a par do que nos informam espíritos superiores, o que deveria ser também objeto sério das pesquisas científicas, já que ciência é conhecimento das leis da Natureza.
 
Estão na maravilhosa obra de autoria do espírito André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier, claras informações sobre moradas espirituais, permitindo-nos antever uma imensidão ainda a ser explorada pelos nossos sentidos, enquanto a Nasa (agência espacial americana), informa a descoberta de novos planetas e sistemas, atestando que, a respeito de mundos habitados, não mais nos cabe indagar “se”, e sim “quais condições”.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 

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