Leonardo Volpato
FolhaPress
Cada vez mais a Globo tem investido em sua plataforma digital de conteúdo, o aplicativo Globo Play, que disponibiliza aos seus assinantes, por R$ 15,90 ao mês, conteúdos exclusivos da emissora: muitos deles em primeira mão, antes mesmo de estrearem na TV.
É o caso da série "Carcereiros", com Rodrigo Lombardi, que chegou ao aplicativo no mês passado, mas só estreará na TV em 2018. A segunda temporada do humorístico "A Cara do Pai", também inédita na televisão, e a versão original do "Sítio do Picapau Amarelo", esta do ano de 1978, são outras atrações disponíveis.
Muitos vídeos que antes estavam liberados para qualquer internauta na Globo.com agora, contudo, precisam de login e senha para serem vistos.Para especialistas em TV, trata-se de um avanço. "É uma tendência internacional. É uma aposta correta da Globo em relação ao conteúdo. A TV não é mais uma caixa que gera imagens na hora que quer. É a hora de ela se transformar. O cinema se transformou, o rádio também", diz o diretor do Museu da TV, Elmo Francfort.
De acordo com Julio Cesar Fernandes, pesquisador de TV e professor de jornalismo e transmídia da Faculdade Cásper Líbero, investir em aplicativos é uma estratégia para conquistar o público jovem. "É mais um engajamento de audiência, da TV para a web e da web para a TV. É usar o aplicativo como aliado para ter usuários de diferentes mídias."
O Globo Play também estreia, nesta terça-feira, o primeiro episódio da série "Sob Pressão", que só chegará à TV na outra terça, dia 25. Outra possibilidade para assinantes é ver antes os 12 episódios do seriado cômico "Brasil a Bordo", com Miguel Falabella, que estreia na TV apenas em 2018.
A história gira em torno de uma família que faz trambiques em uma empresa aérea. "As pessoas têm hábito de assistir na tela grande, mas isso está mudando, ninguém precisa mais estar em casa para ver", finaliza Fernandes.
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