Revolução e reforma


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Há quase 230 anos, em 14 de julho de 1789, o povo de Paris saiu às ruas para protestar contra o regime monárquico opressor, invadindo e provocando a “Queda da Bastilha”, dando início à Revolução Francesa. 
 
No Brasil, o povo sofre opressão desencadeada pela corrupção oriunda do meio político. 
 
Nesta semana, entre os políticos condenados por isso, estão desde ex-prefeitos da vizinha cidade de Igarapava até o ex-presidente Lula, que ainda responde outros processos.
 
Às vezes, a impressão que se tem é de que se roubou tanto (e isso é evidente, também, pelo que ocorreu com órgãos e empresas geridas pelo governo, como Petrobras, Correios, Fundos de Pensões de Estatais, etc) e, não tendo mais de onde tirar para investir (ou roubar) alterações legislativas tentam “arrancar” dinheiro de outro lugar, ao mesmo tempo em que deixam de cobrar os grandes devedores do país.
 
Um exemplo é a “Operação Pente Fino” do INSS, que está convocando quem recebe auxílio-doença e aposentadoria por invalidez para serem reavaliadas. 
 
Em que pese existir pessoas que recuperaram a saúde e deveriam ter cessado o benefício há tempos, a maioria ainda encontra-se inapta ao trabalho ou até piorou. No entanto, de acordo com os números da Previdência, quase 90% dos reavaliados tiveram o benefício cortado.
 
De outra sorte, a reforma trabalhista trouxe alguns aspectos positivos e outros negativos, com a desculpa de alavancar o mercado.
 
Por outro lado, se a Reforma Previdenciária seguir, será um desastre total para o país. Deixam de lado as reformas que precisavam realmente ser realizadas (como a tributária e a política, a exemplo). Benefícios pagos a congressistas continuam intactos. Legislam em causa própria e contra quem os elegeu.
 
As crises (econômica e política) enfrentadas e reformas desnecessárias causam prejuízos ao povo, que pelo jeito, é quem vai pagar no fim a conta pela má escolha de seus representantes. Precisamos de uma revolução. Quem sabe a “Queda de Brasília”.
 
Tiago Faggioni Bachur
Advogado e professor especialista em Direito Previdenciário
 

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