Franca projeta melhor exportação de calçados


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José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca: ‘Ficamos felizes, mas precisamos melhorar muito’
José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca: ‘Ficamos felizes, mas precisamos melhorar muito’
Contrariando um cenário de pessimismo, acentuado pela crise econômica e instabilidade política, as exportações de calçados de Franca cresceram no primeiro semestre deste ano, tanto em volume de pares, quanto em receita. A se manter a média de negócios concretizados nos primeiros seis meses, o setor calçadista local vai fechar 2017 com o melhor desempenho dos últimos oito anos.
 
De janeiro a junho, as fábricas de calçados de Franca embarcaram 1.750.394 pares, contra 1.714.097 no primeiro semestre de 2016, o que corresponde a um crescimento de 2,12%. As exportações proporcionaram este ano uma receita de US$ 40.888.777. No mesmo período do ano passado, a receita das vendas de calçados para o exterior foi US$ 34.999.363. A alta é de 16,83%.
 
Outro dado significativo: nos seis primeiros meses de 2016, o preço médio do calçado produzido em Franca foi de 20,42 dólares. Agora é 23,36 dólares, um aumento de 14,40%. “O crescimento é tímido, mas não deixa de ser uma luz no fim do túnel. Ficamos muito felizes com esse resultado em um ano complicado, mas ainda precisamos melhorar muito”, disse José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca).
 
Em que pese o saldo positivo nas exportações, ele ainda ficou um pouco abaixo da expectativa das indústrias. Com base no desempenho obtido até o mês de maio, o setor projetava fechar o ano com 3,6 milhões de pares exportados. Se a média verificada no primeiro semestre se mantiver, as exportações vão chegar a 3,5 milhões de pares. Mesmo assim, o desempenho do calçado francano no mercado externo será o melhor dos últimos oito anos. Longe, porém, dos números verificados em 1993, quando foram embarcados 15,5 milhões de pares. “Continuamos trabalhando para melhorar nossa participação no mercado externo. Estamos em contato com a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para implantar um programa específico em Franca. Se as reformas necessárias forem aprovadas pelo Congresso e os políticos não atrapalharem, o setor calçadista continuará mostrando sua força e voltará a crescer”, finalizou Brigagão.
 
O crescimento nas exportações dos calçados de Franca também foi acompanhado pela indústria nacional, que embarcou 59,36 milhões de pares no primeiro semestre, desempenho que gerou US$ 528,8 milhões, números maiores tanto em pares (2,5%) quanto em receita (17%) no comparativo com igual período do ano passado. O Rio Grande do Sul foi o Estado campeão de exportações, seguido do Ceará e de São Paulo. Os Estados Unidos seguem como os principais compradores do produto nacional, seguidos da Argentina e Paraguai.
 
 
 
 

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