Um cabo da Polícia Militar de Franca foi preso, sábado, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas. Ele receberia dinheiro para avisar sobre operações e passar informações sigilosas aos criminosos. Um homem apontado como o maior traficante da região também foi preso na mesma operação. Outro acusado está foragido.
A prisão foi resultado de investigação aberta pelo 3º DP e contou com a participação do Gaeco e do serviço reservado da Polícia Militar. Em 2013, a equipe coordenada pelo delegado Leopoldo Gomes Novais iniciou a investigação para apurar a entrada de drogas em Franca vindas de Ribeirão Preto. “Durante as investigações, surgiu a participação de um Policial Militar que, segundo as investigações, além de apoiar a dupla de criminosos, repassava informações sigilosas obtidas através de seu ofício, violando-se assim o sigilo funcional”, disse o delegado.
O Ministério Público realizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, mediante autorização judicial, descobrindo movimentações financeiras suspeitas e incompatíveis com suas rendas. “Em determinada ocasião, uma carga grande de droga estava chegando em Franca e este policial foi avisado. Ele atrapalhou as investigações da polícia para fazer a apreensão. Neste período, foi feito um depósito na conta dele, por intermédio de um destes traficantes, no valor de R$ 80 mil”, disse o promotor Rafael Piola.
A acusação afirma que constatou a relação pessoal entre o traficante e o policial. “Ele passava informações sobre operações a traficante. Por outro lado, sabia que a droga estava escondida em um lugar e passava o endereço errado para desviar a atenção da polícia.”
A Polícia Militar foi informada, participou das investigações e fez a prisão do acusado. O policial atuava em Franca. Quando a PM foi informada das investigações, o comando determinou a transferência dele para Batatais.
O policial foi conduzido para o presídio da Polícia Militar “Romão Gomes”, em São Paulo, e o outro preso para o CDP de Ribeirão Preto. A polícia não divulgou os nomes dos envolvidos.
Aos promotores do Gaeco, o PM negou que recebeu dinheiro para ajudar traficantes. “Ele nos disse que era amigo e que fez favor pessoal de guardar o dinheiro para o traficante”, concluiu Rafael Piola.
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