Noite de sábado. Sete amigos se encontram em uma boate do Distrito Industrial e vão curtir a balada. A festa atravessou a madrugada. O domingo já estava quase amanhecendo quando o grupo resolveu ir embora às 4 horas. Os sete se amontoaram dentro de um Fiat Uno. A viagem foi interrompida minutos depois. Na avenida Rio Branco, em frente ao Amazonas, a vendedora Keyla Cecília Fernandes, 27, perdeu o controle de direção. Desgovernado, o carro subiu na praça, bateu em uma árvore e só parou após colidir em um poste.
O auxiliar de maquinista Ronaldo Garcia da Silva, 25, morreu logo após ser socorrido. Os outros seis passageiros não se machucaram com gravidade. Keyla se recusou a fazer o teste do bafômetro. O médico legista não constatou a embriaguez dela.
No Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Militar, consta que ela disse que havia bebido vodca. Keyla não portava a habilitação. Entrevistada pelo Comércio na manhã de ontem, ela admitiu que bebeu. “Eu tomei uma caipirinha. Como era a única da turma que estava sã, assumi a direção do carro. Não bati porque bebi e, sim, porque fui fechada por outro carro. Estou muito triste e abalada com o que aconteceu. Era amiga do Ronaldo e quero encontrar os familiares dele.” Ela disse que é habilitada e que não portava a CNH, pois havia ido de táxi para a boate.
A Polícia Civil vai abrir inquérito para apurar as responsabilidades. Em princípio, o caso foi registrado como homicídio culposo, que acontece quando a pessoa não tem intenção de matar. “A motorista, os demais sobreviventes e testemunhas serão chamados para prestar explicações”, disse o delegado Dalmo Mateus Polo, que registrou a ocorrência no plantão policial.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.