PM conquista a web com músicas evangélicas


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“Não sou um cantor e, sim, um adorador”, diz policial que canta usando farda e divulga vídeos na internet
“Não sou um cantor e, sim, um adorador”, diz policial que canta usando farda e divulga vídeos na internet
Fardado e tocando violão, um policial militar de Franca tem chamado a atenção nas redes sociais. Ramsés Thomaz, 39 anos, está conquistando a web com seus vídeos nos quais aparece cantando louvores. 
 
O dom da música é de família. O pai, já falecido, foi regente da Banda Sinfônica de Piunhi (MG), e seus irmãos também são músicos.
 
Ramsés começou a tocar violão aos 8 anos. Em 1989, se mudou com a família para Franca e começou a tocar em bares e restaurantes juntos com os irmão, Ângelo, Desirê e Dino (Adoniran Thomaz), muito conhecidos por cantar nas casas noturnas de Franca. Ele deixou o trabalho de músico quando ingressou na carreira Militar, em 1997. 
 
Depois de alguns anos, o policial começou a gravar os vídeos cantando músicas evangélicas e tocando violão. O primeiro vídeo que Ramsés gravou usando a farda foi cantando a música Soldado Ferido. O vídeo teve quase 300 compartilhamentos. Com a boa receptividade, o policial gravou a música Raridade e não parou mais. Alguns de seus vídeos ultrapassam as 15 mil visualizações.
 
Ramsés acredita estar cumprindo uma missão de levar a palavra de Deus a quem precisa. “Não sou cantor e, sim, um adorador”, disse. O policial e alguns membros da igreja IAMIR, da pastora Rosane Manuquian, a qual ele frequenta, têm um projeto chamado “Louvor na Praça”. O projeto tem como intuito aproximar as pessoas da igreja. Além disso, Ramsés ainda faz visitas a hospitais e famílias de Franca e outras cidades. Ele conta que já tocou para pacientes do Hospital São Judas, em Barretos. “Em algumas visitas pude ir fardado e, dessa maneira, muitos puderam ver um policial militar que também adora a Deus”.
 
Neste ano, o policial foi convidado para participar do encerramento de um projeto de uma professora em Itaquaquecetuba (SP). O trabalho da docente visa aproximar a comunidade dos policiais. “No ano passado, a professora usou o meu vídeo cantando Raridade e, neste ano, ela pediu para que eu fosse pessoalmente cantar com as crianças. Vou no final do mês”, disse.
 
Na corporação, o trabalho do policial é bem visto e apoiado por seus superiores. Ramsés é capelão voluntário do 15º Batalhão da Polícia Militar de Franca. Para ele, o mais importante, é levar a mensagem cantada o mais longe. “Teve um rapaz de Bauru que entrou em contato comigo dizendo que tinha mandado o vídeo de Raridade para uma pessoa e em seguida essa pessoa ligou agradecendo muito e, chorando, disse que era um agente penitenciário e estava com a arma nas mãos, pronta para dar um tiro na própria cabeça. O celular dele vibrou e chegou o vídeo no WhatsApp. Era o vídeo, e por causa do vídeo, ele disse que desistiu de tirar a própria vida”, contou.
 
Casado e pai de dois filhos, a família está sempre junto e é a base do policial. Seu objetivo é levar a sua mensagem a mais pessoas. “Meu sonho é poder um dia gravar um CD e doar para as pessoas. Sei que é difícil, mas não impossível para Deus”, disse. 

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