O inexplicável


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Em sua coluna, no caderno Ilustríssima da Folha (domingo, 26/02), o astrônomo Marcelo Gleiser, que leciona em universidade dos Estados Unidos, afirma ser ateu e não acreditar no sobrenatural. 
 
Obviamente, ninguém, muito menos um professor de astronomia, há de acreditar que alguma coisa possa ultrapassar a Natureza ou estar fora dela. Mas relata ele que, certa feita, seu pai, que era odontólogo, dispensou uma cozinheira que não lhe interessava nos serviços da casa, ao que ela teria reagido: “Vocês vão ver. Isto não vai ficar assim.” A família não deu muita importância às palavras da serviçal, embora seu empregador, segundo Marcelo, fosse supersticioso. Passado um mês, nada demais havia acontecido. Mais uns dias, porém, uma prateleira de vidro, que era usada para guardar taças de cristal, sem que houvesse qualquer razão física, partiu-se ao meio e se quebraram as valiosas peças que abrigava. 
 
A conclusão do colunista é que não pode explicar o acontecido, embora não acredite em ação de outro mundo. Acha que foi apenas um acidente por enquanto não explicável.  A realidade espiritual abriga tanto a possibilidade quanto a explicação de fenômenos semelhantes, convindo lembrarmos que, conquanto ignoremos a verdadeira causa do fato relatado, a verdade é que, um médium de efeitos físicos, mesmo que não o saiba, pode propiciar a ação espiritual sobre objetos. 
 
O colunista, não acreditando no espírito, não atribui o mal feito ao Espiritismo, que, como já temos dito, não se ocupa senão da prática do bem, da busca do esclarecimento das leis que regem o Universo, no quanto as entendemos, e do bem-estar do espírito e do corpo. Não compactua com os espíritos maldosos, preferindo fazer-lhes o bem, como recomendado por Jesus no “perdoai a todos, perdoai também os inimigos.” 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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