O deputado Tiririca (PR-SP) é acusado por uma ex-empregada de assédio sexual. O caso chegou ao STF semana passada, e a relatoria foi para o ministro Celso de Mello.
Maria Lúcia Gonçalves, que trabalhou para o deputado e sua mulher como babá entre março e junho de 2016, afirma ter sofrido assédio em uma viagem a São Paulo.
De acordo com o depoimento de Gonçalves, Tiririca, cujo nome no registro civil é Francisco Everardo Oliveira Silva, chegou ao apartamento em que a família e dois assessores estavam hospedados exalando "odor etílico".
"Francisco segurou a declarante pelo braço, jogou-a no sofá da sala e segurando-a por trás e pela cintura disse: 'vou comer seu c*, vou comer sua b*' e passou a desabotoar as calças", afirma o texto do depoimento à 10ª Delegacia de Polícia de Brasília.
A ex-funcionária afirmou também que Tiririca teria corrido atrás dela no apartamento, com as calças arriadas.
No ano passado, a mulher de Tiririca, Nana da Silva Magalhães, fez boletim de ocorrência contra Maria Lúcia.
Segundo ela, a empregada tentou extorquir dinheiro dos patrões depois que foi demitida por beber no trabalho.
OUTRO LADO
A defesa do deputado afirmou à Justiça que os casos de assédio jamais ocorreram. Segundo a contestação, Gonçalves estaria tentando "utilizar o estereótipo do personagem" de Tiririca para "atribuir-lhe os mesmos comportamentos em sua vida pessoal".
O advogado afirmou que o motivo da demissão de Gonçalves foi a "incompatibilidade" com as atribuições da casa e o consumo de bebidas alcoólicas durante o trabalho.
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