Otimismo cerca a indústria francana


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A indústria francana, predominantemente calçadista, encerra hoje mais uma edição da Francal (a tradicional feira do setor, reunindo fabricantes e compradores de todo o País, realizafa em São Paulo) com bastante otimismo. Por causa de edições anteriores, todos procuram conter a euforia com a possibilidade do setor dar a volta por cima. Os números do emprego — que vêm crescendo de forma consistente nos últimos meses — e os contratos fechados nos últimos três dias nos estandes instalados no Expo Center Norte permitem vaticinar uma recuperação do setor, que está conseguindo retomar as exportações, reacender a produção e avivar o mercado de trabalho após meses de quedas sucessivas. A Francal representa um novo recomeço para um setor bastante atingido pelas incertezas, tanto aqui quanto lá fora. Com o mercado interno absorvendo a produção da maioria das fábricas instaladas em Franca, todo otimismo é justificado.
 
A indústria calçadista francana já passou por picos e quedas em toda a sua história. Registrou o “boom” na década de 1970, os (muitos) altos e (poucos) baixos nos anos 1980 e as incertezas que se instalaram nas décadas seguintes. Antes da virada do século, com a retração nas exportações por causa da concorrência desleal chinesa, com reflexos bstante perturbadores no mercado interno, grandes e tradicionais fabricantes perderam o fôlego e a maioria acabou quebrando. Mesmo assim, a indústria francana reciuclou-se e antigas fabriquetas cresceram e passaram a ocupar o lugar das marcas tradicionais. Abalado de tempos em tempos por causa de crises localizadas, mercados abalados e a concorrência asiática, o setor conseguiu se manter. Com a diversificação, com ampliação do comércio e serviços, Franca deixou de depender unicamente do calçado e os industriários demitidos foram sendo absorvidos nos demais setores da economia.
 
Mesmo assim, o município ainda depende das fábricas de sapato, sua maior fonte de empregos e de salários. Com o fim da Francal, renovam-se as esperanças de que a crise econômica que atingiu o País está sendo vencida, de forma lenta, mas gradual. Como houve ocasiões em que tudo sinalizava para uma retomada e ocorreu o contrário, a cautela dos empresários é justificada. Para o bem de toda a cidade, tomara que os sinais atuais se consolidem e façam a indústria francana retome a plena produção e reaqueça o mercado de trabalho. Como os números recentes são animadores, especialistas acreditam que esta é a direção que a indústria calçadista tomará nos próximos meses. Tomara que nada interfira, permitindo que Franca volte a ostentar o título de Capital do Calçado sem qualquer temor ou preocupação.
 
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