O prefeito Gilson de Souza (DEM) deve definir qual será o valor da tarifa de ônibus para os próximos meses no final da tarde desta quarta-feira. A informação é do chefe de gabinete, Thiago Henrique Comparini. Um estudo feito pela Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), responsável pelo gerenciamento do transporte público, sobre o novo valor da tarifa foi entregue no gabinete no final da semana passada. Agora caberá a Gilson definir se haverá aumento de fato e de quanto será.
Segundo o presidente da Emdef, Marcos Haber, desde fevereiro, a Empresa São José vem solicitando o aumento. O pedido da empresa é para que o valor da tarifa comum seja de R$ 4,65. “Consideramos esse valor muito alto e impossível de ser praticado em uma cidade com o perfil de Franca”, disse.
Com base nos dados apresentados pela empresa e pelo setor que acompanha o transporte público no município, a Emdef elaborou um estudo com nove páginas em que leva em consideração diversos fatores como o reajuste dos combustíveis, pneus e o aumento salarial das categorias profissionais. “Pelo estudo, chegamos a um valor de R$ 4,10, o que significaria um reajuste de R$ 0,30.”
Mas, ainda segundo Haber, o prefeito não está inclinado a aceitar este valor. “Nas conversas informais que tivemos, o prefeito demonstrou que não tem disposição para aumentar neste patamar. Então, acredito que ele não aceite nossa sugestão.”
O chefe de Gabinete, Thiago Comparini, disse que uma reunião foi agendada para o final da tarde desta quarta-feira para definir a tarifa de transporte que deve vigorar pelos próximos meses. “O prefeito convocou uma reunião com a presença de representantes de diversas áreas da Prefeitura para discutir a questão da tarifa de ônibus para o final da tarde de amanhã (hoje). Ainda não temos uma posição definida a respeito. Não definimos nem mesmo se haverá ou não aumento”, disse.
Além da tarifa, a Prefeitura também estuda a implantação de um novo sistema de cobrança, oferecendo algum tipo de desconto para os usuários que utilizarem o cartão magnético e também para os fins de semana. “Já estamos bem adiantados nestas questões. Precisamos analisar o contrato em vigor, para ver se é possível essa mudança e também toda a legislação de transporte público e do consumidor. Começamos as discussões a respeito, mas ainda não terminamos”, disse Haber.
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