O Corpo de Bombeiros de Franca recebe, em média, 100 ligações por dia sobre focos de incêndio espalhados por todas as áreas da cidade. A ausência de chuva e a umidade do ar baixa contribuem para a proliferação das queimadas que prejudicam não só o meio ambiente, mas especialmente, a saúde da população.
Apesar do alto número de ocorrências nas últimas semanas de junho, o período mais crítico de queimadas, segundo o Corpo de Bombeiros, acontece normalmente entre os meses de julho e outubro. “Diariamente atendemos muitas ligações e denúncias relacionadas a focos de fogo pela cidade. São, em média, 100 ligações por dia, somente referentes a queimadas dentro da cidade”, informou, em nota, o Corpo de Bombeiros.
Como tentativa de amenizar o problema, um trabalho preventivo de orientação à população é feito pela corporação. Entre as dicas, estão orientações para que a população mantenha os terrenos baldios limpos e evitem o uso de fogo para a limpeza dos mesmos. Aqueles que desobedeçam essas orientações devem ser denunciados aos órgãos competentes.
“A procura por atendimento na Rede Pública de Saúde aumenta neste período do ano, principalmente por causa dos casos de problemas respiratórios. As pessoas mais vulneráveis para esse tipo de problemas são crianças e idosos. Esse aumento é notável em doenças como asma, enfisemas, alergias, pois essas são as que mais se exacerbam nesta época. Os trabalhadores da zona rural e que ficam muito tempo em ambientes expostos ao sol são os mais atingidos”, disse o secretário de Saúde de Franca, Rodolfo Moraes.
Dados da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) apontam diminuição no número de queimadas registradas nos últimos anos. Segundo a Companhia, desde 2014, quando uma forte estiagem provocou uma série de queimadas, as ocorrências diminuíram gradativamente.
A Companhia atende, na maioria dos casos, denúncias de queimadas de palha de cana, queimadas de resíduo e queimadas relacionadas a alguma atividade industrial. Em nota, a Cetesb informou que em 2017 nenhuma ocorrência significativa foi registrada na área de Franca. Apenas casos de reclamação por odor ou fumaça foram confirmados.
A empresa mantém roteiros de fiscalização em toda a região, já que ela registra e atua sobre queimadas urbanas e rurais relacionadas à atividade industrial, às florestas, às culturas (cana de açúcar, combate a pragas ou manejo agrícola) e resíduos industriais. Ocorrências urbanas, tais como queimadas de mato em terrenos baldios, residências e estabelecimentos comerciais e de serviços são atendidas, predominantemente, pelas Prefeituras, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil Municipal.
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