Aposta da indústria e do varejo para confirmar a retomada dos negócios registrada no início do ano, a Francal 2017 será aberta neste domingo em São Paulo. A feira será realizada até quarta-feira, dia 5, e espera reunir 500 expositores e receber cerca de 40 mil visitantes e 1,5 mil importadores. Franca será representada por 40 empresas.
Em sua 49ª edição, a Francal apresentará novidades para cumprir a missão de ser a plataforma oficial de lançamento das coleções de verão. A principal mudança começa pelo endereço. Quase três décadas depois de sempre expor seus produtos no Pavilhão do Anhembi, a feira, que nasceu em Franca e se expandiu para São Paulo, está de casa nova, agora no Expo Center Norte. A direção da Francal afirma que o novo espaço oferece mais conforto e praticidade.
Dando sequência ao formato inovador apresentado no ano passado, que reúne negócios e relacionamento com conteúdo diversificado, a feira apresentará palestras com especialistas, terá espaços de exposição exclusivos e desfiles.
Os tradicionais discursos políticos vão dar lugar a um painel de debate com o tema O Brasil que vai dar certo: cenários, oportunidades e inovações na indústria e varejo da moda em calçados e acessórios. A jornalista Carla Vilhena vai mediar o encontro com representantes dos diferentes elos da cadeia da moda em calçados e acessórios, neste domingo.
Expectativa
Os calçadistas estão confiantes que a Francal possa confirmar o bom desempenho verificado pelo setor no mercado doméstico no início do ano. As vendas internas de calçados e vestuário aumentaram 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações também surpreendem positivamente, superando os números verificados em 2016, tanto em pares exportados, quanto em faturamento. “Mesmo com a crise política, por ora instalada, notamos uma recuperação da demanda por calçados, o que deve refletir positivamente na feira. A Francal, por ser a mostra que lança oficialmente as coleções de primavera-verão, a mais importante em termos de volume de vendas do setor, deve confirmar esse movimento de recuperação gradual”, comenta Heitor Klein, presidente da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados).
José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), espera que os negócios realizados durante a Francal possam garantir três meses de produção nas fábricas da cidade. “Apesar do momento turbulento que estamos vivendo na política brasileira, com repercussão na economia, acreditamos que os projetos de reforma trabalhista e de desoneração da folha de pagamento vão aquecer a economia e, consequentemente, beneficiar o setor calçadista durante a Francal.”
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