Francal espera atrair mais de 15 mil lojistas nesta edição


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"A Francal está repaginada, vem se reformulando não apenas no seu layout, mas em termos de comodidades oferecidas e valores agregados"
Considerada uma das maiores feiras de calçados da América Latina, a Francal 2017 começa neste domingo e promete reunir cerca de 500 expositores de todo o Brasil - de Franca, serão mais de 60 entre pequenos e grandes fabricantes. Neste ano, pela primeira vez, a feira não será realizada no Pavilhão do Anhembi. O local escolhido para esta edição é o Expo Center Norte. E as novidades não param por aí. 
 
O presidente da feira, Abdala Jamil Abdala, conversou com o Comércio por telefone na tarde da última quinta-feira e disse que esta edição vem recheada de informação, desfiles e deve atrair mais de 15 mil lojistas. Sempre otimista, Abdala acredita que a crise política não afetará os negócios fechados nos quatro dias do evento e espera que a Francal 2017 confirme seu papel de destaque e garanta as vendas do segundo semestre no setor calçadista. 
 
O empresário também falou sobre as quase cinco décadas de existência do evento e sobre a reformulação que vem implantando nos últimos anos. 
 
Em 2017, a Francal chega a sua 49ª edição, quase meio século de existência. Qual o segredo para sobreviver tanto tempo?
 
A própria longevidade da feira, quase cinco décadas, mostra porque ela resiste ao tempo, continua e é cada vez mais importante. É por tudo o que ela representa como um instrumento de trabalho, de marketing, de vendas para o setor de calçados. A Francal se tornou uma feira importantíssima para o cenário nacional e até internacional porque alavanca negócios para o setor de calçados e, vai além, ainda oferece orientação sobre moda e tendências, sobre o mercado e diversos outros temas de interesse do setor não apenas para o fabricante/expositor, mas também para o lojista. Nestes últimos anos, em que a informação se tornou cada vez mais necessária e imprescindível, oferecer palestras, debates e discussões atuais é agregar valores à feira. Então, eu acho que o segredo é todo esse conjunto, toda a história desde que era realizada em Franca até os dias atuais. Nós fazemos a feira para o mercado de calçados na geração de emprego, no seu marketing, em mostrar quem é quem no setor. 
 
Neste ano, pela primeira vez, a feira será no Pavilhão Expo Center Norte e, desde o ano passado, ela vem passando por reformulações. Quais as principais novidades nesta edição?
 
A Francal está repaginada, vem se reformulando não apenas no seu layout, mas em termos de comodidades oferecidas e valores agregados. Para você ter ideia do que estou falando, só na edição do ano passado, fizemos mais de 100 palestras com variados temas de interesse não só dos expositores, mas também dos lojistas. Palestras com temas atuais, de interesse de quem trabalha no setor. Nenhuma delas era enfadonha. Foram palestras que traziam informações de uma forma focada, direta e clara para os empresários e lojistas. Também incluímos no ano passado os desfiles com orientação técnica que ajudam a divulgar o que iria estar na moda primavera verão daquele ano. Agora nossa ideia é repetir essa fórmula que deu tão certo melhorando ainda mais. Em 2017, teremos o mesmo volume de talk shows, focados na tendência da moda, no designer do calçados, das bolsas, vamos trazer informações para os lojistas sobre como atrair melhor seus consumidores, com dicas de vendas e pós-vendas. Também teremos um desfile em parceria com a revista Vogue, uma das mais conceituadas do mundo da moda. Tenho certeza de que quem for não se arrependerá. 
 
A Francal também investiu pesado para atrair um número cada vez maior de lojistas e compradores de outros países. Qual a expectativa dos organizadores para esta edição em termos de visitação e de volume de negócios? 
 
Isso é verdade. Temos mesmo feito cada vez mais ações direcionadas para atrair os empresários que mais interessam aos expositores. Em uma ação conjunta, neste ano, estamos trazendo à Francal cerca de 300 lojistas que foram indicados pelos próprios fabricantes. Também já temos confirmados 59 grandes importadores de 20 países, entre eles, Arábia Saudita, Argentina, Estados Unidos, Kuwait, Líbia, Paquistão, Rússia, Omã e Emirados Árabes. Nossa expectativa é superar os cerca de 15 mil lojistas que visitaram a feira no ano passado. Também esperamos contar com a presença de 1,5 mil a 2 mil importadores. Sobre o volume de negócios, nossas expectativas também são as melhores possíveis. O varejo vem se recuperando tanto no mercado interno como para as exportações. O tempo frio que vem fazendo nas últimas semanas ajudou os lojistas a acabarem com os estoques de inverno, o que fez com que eles se capitalizassem. A tendência é eles virem à feira para reabastecer seus estoques com produtos novos para a coleção primavera/verão. Então, nossas expectativas são as melhores. 
 
O senhor acredita que essa crise política que o País enfrenta desde 2015 pode influenciar no resultado da Francal 2017? 
 
Eu posso dizer que o empresariado brasileiro, seja ele de calçados ou outros setores, já está amadurecido, conseguiu se descolar dos problemas políticos. Nós já temos várias sinalizações de que estamos reconquistando nossa confiança, nossa capacidade de trabalhar para que o País prospere. A crise que enfrentamos é fundamentada na falta de confiança. Se nós a reconquistarmos e trabalharmos com muito empenho, nós venceremos. Para ter ideia do que estou falando, há 45 dias, o País parecia que iria entrar em convulsão com a delação premiada da JBS (em que o empresário Joesley Batista envolve o presidente Michel Temer em denúncias de corrupção) e, na verdade, nada aconteceu. A economia continua mostrando sinais de recuperação. A geração de empregos, embora seja um índice pequeno, cresceu. Não há mais tantas demissões. Franca é um exemplo. Foi nestes primeiros meses a cidade que mais contratou. Nós, empresários, temos que acreditar. Temos que continuar trabalhando e investindo. Não acredito que essa crise afete os negócios. 

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