A espera da família Arruda por uma resposta teve fim. Um ano e cinco meses depois do assassinato da dona de casa Etiene Josefa Arruda Coelho, 33, o principal suspeito do crime foi indiciado. Trata-se do próprio marido da vítima, o comerciante Carlos Eduardo Coelho, 35. Ele responderá em liberdade.
Na manhã de ontem, o acusado compareceu à DIG (Delegacia de Investigações Gerais), foi indiciado pelo delegado Márcio Garcia Murari por homicídio qualificado com especificação de feminicídio (crime contra a mulher) e depois foi liberado. Ele nega o crime.
“O Carlos quer descobrir quem fez isso com a mulher. Tanto que, agora, contratará um detetive particular para descobrir quem foi. Tanto ele quanto a família estão decepcionados com o posicionamento do delegado no caso”, disse sua advogada de defesa, Katia Viegas. Ela ainda afirmou que a polícia não tem provas contra seu cliente. “Há apenas evidências circunstanciais e, agora, uma morte cruel como a dela ficará impune.”
A irmã de Etiene, Lilian Breviglieri, afirmou que espera por Justiça para que o sofrimento da família amenize. “Eu sofro dia a dia. Cada vez que vejo nossas fotografias, choro muito. Nossa mãe, então, nem se fala. Ela evita falar sobre a morte da Etiene, porque entra em choque. É uma dor que nos consome. Queremos que, em um futuro próximo, ele pague pelo que fez”, disse.
O caso
Etiene foi encontrada morta no jardim da chácara onde morava há quatro anos, pelo marido, com quem estava casada há sete. Ela levou dois golpes de picareta, um na cabeça e outro no ombro. Eles não tinham filhos. À polícia, Carlos disse que, no momento em que encontrou sua mulher, ligou para um cunhado. Apenas quando o parente chegou na chácara, o Samu foi acionado.
Desde então, a DIG tinha o comerciante como principal suspeito e iniciou as investigações. Além de apreender a picareta e as roupas usadas pelo acusado, os policiais fizeram diligências e conversaram com familiares do casal e testemunhas.
Entre elas, um ex-namorado de Etiene, que disse que ela queria se separar de Carlos Eduardo, e uma amiga. Ela mostrou mensagens de WhatsApp trocadas com a vítima, em que ela afirmava que sairia de casa. “Não tô (sic) aguentando mais isso não, amiga. Tá osso, viu (sic). Ele tá percebendo que devagarzinho eu tô (sic) abrindo a gaiola que ele me prende e posso fugir a qualquer hora”, escreveu a dona de casa.
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