Em janeiro, a fila de espera por uma consulta com especialistas de diversas áreas médicas acumulava mais de 11 mil encaminhamentos. Hoje, seis meses depois, já caiu para menos da metade. Segundo dados divulgados na semana passada pelo secretário municipal de Saúde, Rodolfo Moraes, a espera hoje é de 5 mil pacientes. A redução foi provocada, segundo ele, por duas medidas adotadas pelo governo municipal: o mutirão de consultas e a criação da Central de Agendamento, que mudou o nome para Núcleo de Gerenciamento de Vagas.
Pelo mutirão, foram realizadas mais de 1,8 mil consultas de diversas especialidades e ele ainda continua acontecendo.
O Núcleo de Gerenciamento foi criado em abril. A ideia era agilizar o agendamento de consultas e gerenciar melhor as vagas abertas pelos pacientes que marcam mas não podem comparecer às consultas.
Nos primeiros dois meses de funcionamento, o núcleo já agendou cerca de 8 mil atendimentos, entre consultas e retornos, e conseguiu diminuir consideravelmente o número de faltas.
O secretário explica que, antes da implantação do núcleo, o paciente que precisava se consultar com um especialista tinha de ir ao NGA-16 entregar o encaminhamento e depois voltar à Unidade Básica de Saúde para saber a data em que a consulta foi marcada.
Agora o procedimento mudou. Hoje os encaminhamentos são repassados ao Núcleo de Gerenciamento, que é quem faz o agendamento e informa o paciente por telefone sobre a data e o horário da consulta. “Com isso, eliminamos a necessidade do paciente ir até o NGA e também retornar à UBS”, disse o secretário.
Além de avisar sobre o agendamento, os profissionais do núcleo ainda ligam para os pacientes agendados dez dias antes da consulta para confirmar a presença e, no caso de desistência ou impossibilidade, agendar um novo paciente para que o horário não fique vago. “Com esse sistema, diminuímos muito o número de faltas registradas e o aproveitamento dos horários de consulta é muito melhor. Isso fez com o que o tempo de espera em algumas especialidades caísse muito, para menos de um mês. O que acabou diminuindo a fila”, explicou.
Rodolfo disse que, apesar da eficiência, a Secretaria identificou problemas que estão sendo corrigidos. Um deles era a confusão feita com o primeiro nome dado ao serviço. “Primeiro era Central de Agendamento de Consultas, o que dava a ideia aos pacientes de que deveriam ligar para agendar, mas o serviço não funciona assim. Não há necessidade de ligação por parte do paciente. O agendamento é feito pelo núcleo e depois informado por telefone aos pacientes.”
Outro problema é que, em algumas especialidades, como cirurgia, cardiologia e outras especialidades, o volume de consultas é grande e, muitas vezes, havia demora por parte do Núcleo em informar ao paciente sobre o agendamento. “As pessoas achavam que não estávamos marcando. Então resolvi mudar o sistema”, disse Rodolfo.
Até meados do próximo mês, deve entrar em operação um novo sistema de informática que será responsável por informar aos pacientes por mensagem de celular e e-mail a data e o horário da consulta. “Eles não precisarão mais aguardar a ligação. O envio da mensagem será automático, assim que houver o agendamento.”
A expectativa do secretário é fechar o ano com a fila de espera praticamente zerada. “Se tudo continuar correndo como foi neste primeiro semestre, acho possível que terminemos o ano com a fila quase zerada.”
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