É preciso que os pais busquem, a qualquer custo, as fontes de sabedoria para a construção da família, especialmente no que respeita à preparação dos filhos — espíritos reencarnados — para enfrentamento das lutas do cotidiano que tenham como principal escopo vencer a guerra contra os próprios defeitos.
Particularmente sobre o assunto, atende aos mais exigentes anseios a psicóloga Rosely Sayão, na sua coluna semanal (caderno Cotidiano, Folha de S. Paulo, 21.02.17), onde diz que a família precisa preocupar-se com ensinar virtudes aos seus filhos, bem como deve tal ensino ser incluído nos currículos escolares, entendendo que só assim aprenderemos a conviver com respeito e a combater a preocupante desestruturação familiar e social que, atual e perigosamente, nos atinge a todos.
Tal ensino foi banido das famílias e dos educandários, preferindo-se deixar a “educação” dos filhos e alunos para a televisão, a internet, o tablet, o celular, com desastroso descaso para com a fundamental missão de fazê-los conscientes e seguros. Aplaudem as crianças que manejam a tecnologia da comunicação e informação, mas não se dão conta de que o conteúdo midiático, preocupado com o imediatismo amoedado, não cuida da educação, deseduca.
Mal remunerada, e enfrentando salas de aula abarrotadas e a deformidade do Estatuto da Criança e do Adolescente, a dedicação de professores — muitos deles mal preparados — não consegue lograr o desejado sucesso. Paulo Freire, reconhecida autoridade no assunto, subscreveu destacada apresentação do livro Cuidado, escola!, de diversos autores (Editora Brasiliense), na qual analisa, com propriedade, o grave problema.
Em tempo: Considere-se, sobretudo, que o melhor educador é o bom exemplo!
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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