A falta de manutenção no Poliesportivo “José Ribeiro de Paula”, na Vila Santa Terezinha, tem incomodado os moradores das proximidades. Composto por dois campos de futebol e vestiários, o local não tem segurança e, segundo os reclamantes, tem sido utilizado frequentemente por usuários de drogas. O espaço, inaugurado em 1991 e idealizado para a prática esportiva dos moradores do bairro, hoje está repleto de lixo. Sacolas, garrafas, móveis usados, corotes de pinga e até preservativos estão espalhados pelo lugar. O mau cheiro também faz parte do ambiente.
“Moro há quase 30 anos no bairro e a situação está bem complicada. A verdade é que a Prefeitura abandonou o local e hoje ele serve de ponto para usuários de drogas e vândalos, sem contar os moradores de rua que se abrigam por ali. O espaço antes era fechado e agora, com o alambrado caído e sem portão, é bem mais fácil para a prática desses atos ilícitos. Nos finais de semana a situação é ainda pior e não sabemos mais o que fazer”, disse uma moradora que, por medo, pediu para não ter o nome divulgado.
Cercado por calçadas de terra e com muitas árvores de um dos lados, o poliesportivo, segundo os moradores, é um facilitador para a prática criminosa no bairro. “Durante a noite é muito perigoso. Como o espaço está abandonado, os usuários de drogas aproveitam da situação. É muito complicado e temos receio até de chegar em casa e, enquanto abrimos o portão, sermos abordados”, disse outro morador.
O mesmo é relatado por uma professora aposentada, de 65 anos, que mora no bairro há mais de 20 anos. De acordo com ela, o espaço, que antes era usado para a diversão, hoje é sinônimo de risco, principalmente para crianças e idosos. “Pessoas que usam drogas ficam aqui na frente, escondidas, e temos bastante medo. Sem contar o mau cheiro que está no local, eles usam drogas e acabam defecando por qualquer lugar, sem qualquer respeito. Se antes o poliesportivo era usado para praticar esportes, agora ele está completamente abandonado”, disse.
Outro lado
Procurada pela reportagem nos últimos dois dias para comentar o assunto e as reclamações dos moradores, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que as secretarias de Assistência Social, Serviços e Meio Ambiente, além das vigilâncias Ambiental e Sanitária, foram comunicadas do caso, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.
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