A história de Luana Barbosa, que morreu aos 34 anos após ser supostamente espancada por policiais, em 2016, inspirou o documentário Eu sou a próxima, projeto que chega a Franca neste fim de semana.
Lésbica, negra e periférica, Luana teria sido abordada por seis policiais militares que queriam revistá-la, em Ribeirão Preto. Quando ela negou, sabendo que tinha o direito de ser revistada apenas por mulheres, teria sido espancada e morreu cinco dias depois, com traumatismo craniano.
O caso de Luana, que acabou arquivado pelo Ministério Público, inspirou os idealizadores do trabalho que traz relatos de agressões e mortes de mulheres lésbicas, principalmente negras.
“O documentário foi lançado no Rio de Janeiro em abril, mês em que completou um ano da morte de Luana. O objetivo do mesmo é denunciar as carências da comunidade lésbica. Pensando nisso, com o meu projeto, busquei a oportunidade de trazê-lo para Franca a fim de mostrar a importância da discussão desse tema. Como lésbica, já sofri agressões e acredito que essa será uma oportunidade perfeita para os francanos entenderem um pouco mais da nossa realidade”, disse a fotógrafa Janaína Leão, de 37 anos, idealizadora do projeto Libertes.
Com a participação de integrantes do filme, realizado por um grupo de mulheres negras de vários bairros periféricos de São Paulo, a Coletiva Luana Barbosa, que além da exibição do documentário contará com um bate-papo sobre o assunto, acontece no CEU (Centro de Esportes Unificado) do Leporace. Os interessados terão duas oportunidades de acompanhar o filme: na sexta-feira, 30, a partir das 19 horas, e no sábado, 1º de julho, a partir das 13 horas. A entrada é gratuita.
Libertes
Segundo a idealizadora, o projeto foi criado com o intuito de empoderar as manifestações saudáveis de diversidade através da autoestima, da representatividade e da fotografia. “Quando resolvi criar o Libertes, buscava uma forma de mostrar a nossa realidade. Muito do preconceito vem do desconhecido e quero mostrar para o mundo o medo de conviver que, muitas vezes, vivemos e ressaltar a importância do respeito acima de tudo”, disse Janaína.
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