Apresentado com a promessa de oferecer mais agilidade e eficiência no atendimento de ocorrências, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) tem sua eficácia questionada na região. As Prefeituras de Patrocínio Paulista e Pedregulho reclamam dos custos de manutenção e cogitam a possibilidade de devolver as viaturas e implantar equipes próprias.
O Samu é um programa do governo federal que tem como objetivo ser um serviço de atendimento médico de urgência que atenda 24 horas por dia. Integrado a bombeiros e hospitais, o serviço é acionado gratuitamente por meio do fone 192, para atuar em situações onde houver risco de vida iminente, como acidentes de trânsito, agressões e urgências clínicas.
Em 2011, o governo enviou cinco ambulâncias para a região, sendo três para Franca, onde fica a central de regulação de vagas. Duas viaturas de suporte básico, compostas por motorista, ajudante e enfermeiro, foram deslocadas para prestar atendimento em Pedregulho e Patrocínio Paulista.
Os municípios vizinhos alegam que não está compensando manter a parceria. “A continuidade do serviço é objeto de discussão, sim. Nós recebemos R$ 13.125 por mês para manutenção, mas temos que complementar o restante, o que encarece muito o serviço. O déficit chega a R$ 200 mil por ano, o que é muito para uma cidade do nosso porte”, disse Valdeir Eurípedes Sanguino, secretário de Saúde de Patrocínio. A ambulância também atende Itirapuã, mas a Prefeitura de Patrocínio paga a conta sozinha.
Para manter a viatura do Samu funcionando 24 horas, o município disponibiliza três motoristas e cinco técnicos de enfermagem concursados. Além de arcar com os custos, a Prefeitura ainda precisa se submeter aos critérios da central de regulação do Samu em Franca para despachar a viatura.
Ao abrir mão do serviço, o município teria independência e economizaria. Como Patrocínio está perto de Franca e já é atendido pelas unidades de resgate daqui, a avaliação é de que o prejuízo será mínimo se abrir mão do Samu. “Estamos comprando ambulâncias e reformando as existentes para investir no serviço próprio de atendimento. Ainda estamos ponderando e só vamos tomar a decisão de devolver o Samu se tivermos convicção de que teremos condições de manter e melhorar a prestação do serviço à população”, concluiu o secretário.
Pedregulho
Em Pedregulho, a possibilidade de o Samu ser desativado provocou debates na Câmara, e políticos estão se mobilizando pela continuidade do serviço. O vereador Renato Ribeiro Saade (PMDB) convocou uma audiência pública para esta quarta-feira, às 19h30, na Casa da Cultura, para debater o assunto.
“O prefeito e o Conselho Municipal de Saúde já manifestaram o interesse de devolver. Pretendo mobilizar a sociedade para barrar a desativação do serviço. Vamos conversar com as Prefeituras de Rifaina e Jeriquara, que também são atendidas pela ambulância da nossa cidade, para buscar uma alternativa para manter o Samu”, disse o vereador.
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