Fund. Casa encerra semestre escolar com teatro e poesia


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A diretora da Fundação Casa Eloaine Souza, a professora Letícia Vieira com o ex-aluno Guilherme Gomes
A diretora da Fundação Casa Eloaine Souza, a professora Letícia Vieira com o ex-aluno Guilherme Gomes
Os alunos reeducandos da Fundação Casa de Franca participaram, na manhã de ontem, 27, do encerramento do 1º semestre letivo da unidade. Para o final do ciclo, os adolescentes apresentaram trabalhos especiais realizados durante os últimos meses. Com o tema União em família, os meninos apresentaram uma peça teatral, poesias produzidas por eles, além de lançarem um periódico chamado Folha do Bem, produzido com orientação dos docentes que atuam no centro socioeducativo. Professores, familiares e a diretora de ensino de Franca e região, Maria Luiza Franco Nery Machado, acompanharam as apresentações.
 
“Hoje estamos diante de adolescentes que estão buscando reconstruir suas vidas, e essa é uma iniciativa muito bonita. Espero que continuem neste caminho e façam dessa oportunidade, um novo destino”, disse Maria Luiza.
 
“Participar das atividades, tanto da peça teatral, como da elaboração do jornal e escrever as poesias foi muito gratificante e transformador”, disse um dos adolescentes, de 16 anos, que há seis meses vive na Fundação Casa.
 
Além das apresentações realizadas pelos jovens, um ex-aluno da Fundação, Guilherme Henrique Sales Soares Gomes, 20, participou do encontro para falar da sua experiência de vida e compartilhar os resultados de um projeto de poema também desenvolvido na unidade. “Quando participei, o projeto serviu como ponto de reflexão e a poesia foi uma forma de expressar os meus sentimentos. Incentivo a participação, pois serve como um mecanismo para que possamos pensar na vida e no que é importante. No meu caso, serviu para me lembrar a importância da minha família”, disse o jovem, que hoje trabalha em uma banca e como barbeiro. 
 
“Estamos tratando de meninos que tem a autoestima baixa. O mais importante de todo esse trabalho que realizamos é a questão da valorização deles. Quando, seja através da arte, da educação ou dos cursos profissionalizantes, eles descobrem suas potencialidades, ficam mais confiantes e enxergam que existe um caminho melhor. Um que não será fácil, como é no caso de se envolver com o crime, mas que é muito mais gratificante”, disse Eloaine Aparecida de Souza, diretora da Fundação Casa. 
 
Atualmente estão internos na Fundação Casa de Franca 62 adolescentes. Além de terem aulas regulares, de acordo com a série que frequentavam antes da internação, os alunos participam de atividades de arte e cultura (dança e violão), esportivas (futebol, vôlei, entre outras) e cursos profissionalizantes rápidos (culinária, elétrica e informática).

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