O auxiliar Cairo César Cruz, de 25 anos, que conduzia o veículo envolvido em um acidente na avenida Paulo VI, em outubro de 2015, será julgado pelas mortes de Bruna Cintra Justino, 20, Carolina Rodrigues Borges, 20, e Mariana Luiza de Sousa, 19. Ele ainda responderá por tentativa de homicídio, já que, em razão da colisão, causou ferimentos ao estudante César Eduardo Gonçalves, 18.
A sentença de pronúncia foi dada pelo juiz Paulo Sérgio Jorge Filho, da Vara do Júri e Execuções Criminais de Franca, na semana passada. “Há indícios suficientes de que, na ocasião, o acusado estava embriagado e conduzindo o automóvel em alta velocidade”, afirmou no documento.
Cairo aguardará ao julgamento, ainda sem data marcada, em liberdade. A defesa pode recorrer da decisão. Se condenado, o auxiliar ainda pode pagar indenização para as famílias das vítimas. Isso porque o pai da filha de Carolina, de apenas 3 anos, entrou na Justiça e está pedindo R$ 667 mil em uma indenização de danos morais e materiais para amenizar a perda que a criança sofreu. Esse processo está suspenso até que a ação criminal tenha um desfecho.
Ontem, a reportagem do Comércio tentou falar com Abadia Neves Bereta de Souza, advogada de defesa de Cairo. Porém, ela não retornou os contatos feitos através do telefone.
A tragédia
Na madrugada do dia 31 de outubro de 2015, dia do aniversário de Carolina, Cairo perdeu o controle do Fiat Linea que dirigia, invadiu o canteiro central da Paulo VI e bateu em uma placa de publicidade e em uma árvore. Com o impacto, as três garotas morreram. O estudante César Eduardo Gonçalves, 18, que também estava no carro, sofreu ferimentos leves. Um laudo atestou que o condutor estava a pelo menos 100 km/h e, durante as investigações, testemunhas afirmaram que Cairo havia ingerido bebida alcoólica momentos antes da tragédia.
Por essas razões, apontadas pelo delegado Dalmo Mateus Polo, responsável pelas investigações, Cairo foi indiciado por homicídio doloso, ou seja, quando se assume o risco de matar. O promotor Odilon Nery Comodaro, da 3ª Vara Criminal, seguiu a mesma linha de raciocínio e denunciou o jovem à Justiça.
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