Seguindo a tendência dos primeiros meses deste ano, Franca continua líder na geração de empregos em todo o País. Com um saldo de 6.247 vagas, a terra do calçado foi a cidade brasileira que mais gerou empregos formais nos primeiros cinco meses de 2017, segundo números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta semana. Apenas em maio, o saldo de empregos na cidade fechou em 720 vagas criadas. O destaque ficou por conta da agropecuária, que gerou 367 postos a mais do que fechou; serviços, que teve saldo de 198 vagas; e a indústria, com 139. Setor comercial (-17) e administração pública (-3) fecharam mais vagas do que abriram no período.
O saldo positivo dos primeiros cinco meses colocou Franca à frente de Santa Cruz do Sul, com 5.499 vagas, e Venâncio Aires, 4.636, ambas do Rio Grande do Sul; a mineira Nova Serrana, 3.367; Joinville (SC), que abriu 3.247 vagas; Goiânia (GO), com 3.024; as paulistas Pontal, com 2.990, e Bebedouro, com 2.619; Blumenau (SC), 2.552, e Goianésia (GO), 2.533.
Apesar do resultado que mantém a cidade em destaque no País, quando analisado em relação aos últimos 12 meses, o saldo de empregos no período é negativo, com 459 vagas a menos, chegando ao 36º mês no vermelho.
A secretária de Desenvolvimento, Flávia Lancha, comemorou o resultado que, segundo ela, demonstra que a cidade, apesar do momento econômico complicado enfrentado pelo País, está recuperando os postos de emprego que perdeu nos últimos anos. “Esse resultado é extremamente positivo, pois mostra que Franca está em um momento de recuperação. Enquanto o Brasil vive um momento econômico ainda crítico, vislumbramos a nossa cidade em crescimento, se consagrando como a primeira do País em saldo de empregos nos primeiros cinco meses do ano. E isso é motivo de comemoração”, disse.
No início deste mês, em entrevista ao Comércio, o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, falou sobre a expectativa de que a economia se recupere, especialmente a partir do segundo semestre. “Ainda não conseguimos sair completamente da crise que atravessamos, mas já vislumbramos uma recuperação. Esperamos um segundo semestre melhor e, se o clima político ajudar, a tendência é melhorar cada dia mais”, disse.
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