A televisão, o uso cada vez mais difundido do computador e um pouco de comodismo das pessoas contribuíram para o fechamento de muitas salas de cinemas então existentes nas pequenas e médias cidades. Essa realidade fez com que eles migrassem para as dependências de shopping centers, geralmente instalados em cidades maiores. Particularmente reconheço que assistir a um bom filme, qualquer que seja o enredo, em uma tela grande de cinema, sem interferências e intervalos comerciais, com som em alta definição, é algo impagável.
Em novembro de 2012, publiquei texto neste Comércio, reconhecendo a importância do Cine Teatro Santa Cruz da cidade de Cássia, Estado de Minas Gerais, para a minha infância e adolescência. Soube agora, através do jornal A Vanguarda daquela localidade, em artigo assinado por Ronaldo Barros e seu sobrinho Rogério, que o Cine Teatro Santa Cruz foi inaugurado em 5 de março de 1949 (com o filme A Felicidade Não Se Compra, estrelado por James Stewart e Donna Reed e dirigido por Frank Capra) e que, infelizmente, ele fechou as suas portas em 9 de junho de 1985.
Quando cheguei em Franca em 1975, eram quatro as salas de cinema: o Cine Avenida, na Presidente Vargas, o Santo Antônio, na Estação, o São Luiz, em frente ao antigo Hotel Francano, hoje Banco Itaú e o Cine Odeon, na Rua Campos Salles, todos da família Bittar. Posteriormente foi instalado o Cine Bristol na Rua Ouvidor Freire. Infelizmente nenhum deles permanece em funcionamento. Mas é inegável que a tela grande valoriza a beleza de uma Elizabeth Taylor, a sensualidade de uma Sharon Stone e as formas generosas e definidas de uma Sônia Braga.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
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