Falta de vontade política nos atrasa


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Em meio a uma crise econômica e com a ilegalidade tomando conta de nosso meio político, a população brasileira percebe que nada prático foi feito para buscar efetivamente contornar a recessão e retomar o crescimento da atividade econômioa. A resolução dos problemas do País esbarram na atuação doa agentes políticos. Nossos representantes eleitos se preocupam primeiro com os seus próprios interesses, depois vêm os dos partidos que integram e, por último, bem lá no fim da fila, aparecem os da população brasileira. Somos nós, que lhes entregamos os mandatos, os que menos importam na ordem das coisas. Além disso, eles são remunerados com o dinheiro dos impostos que pagamos. Na verdade, são nossos empregados, nos devem satisfações e precisam relevar os nossos problemas, mas não agem assim. Por isso, nos sentimos órfãos e somos obrigados a arcar com os erros destes mesmos administradores públicos e legisladores.
 
Hoje, o que se vê é o Partido dos Trabalhadores lutando para salvar a pele de seus integrantes, exaltando corruptos presos e defendendo os acusados de corrupção que ainda não deram plantão na cadeia da PF de Curitiba ou o presídio da Papuda, em Brasília. Já o PMDB, cada dia mais encalacrado com as denúncias que surgem aos borbotões por causa das delações de empresários, busca blindar o presidente Michel Temer para manter o poder conseguido após o impeachment de Dilma Rousseff. O PSDB também “enterra” suas unhas no Planalto e surge dividido entre a ética e a ilegalidade. O DEM, por seu turno, “faz cara de paisagen” da nesna forma que o PSD e e o PP. A base do governo, (co)rompida, debate-se como barata no óleo para tentar se livrar de punições da Lava Jato e processos correlatos que vieram em sua esteira. Todos os partidos acompanham apenas os movimentos que lhes interessam.
 
O brasileiro não sente qualquer ação no sentido de defender os interesses do País. Não serão somente os discursos que resolverão as nossas mazelas. Falta uma resposta efetiva da classe política ao País. Faltam propostas para reduzir o peso da crise das costas da classe produtiva brasileira. Falta pressão, de ambas a partes, para se chegar a um consenso que permita a adoção de medidas, mesmo que duras, capazes de reverter o processo de deterioração de nossa economia. Todos devem dar sua contribuição: agentes políticos, públicos e a sociedade civil. Percebe-se, neste momento, que não há vontade política de trabalhar em favor de todo o País. A continuar assim, o Brasil chegará ao fundo do poço sem quaisquer perspectivas de sair dele em curto prazo. Desta forma, continuamos sendo cobrados, penalizados e, acima de tudo, ignorados.
 
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