Jornalista, escritor e contador de histórias, quando menino Tino Freitas vivia pendurado em árvores no quintal de sua casa. “Comi muita fruta no pé: goiaba, manga, jamelão, seriguela, umbu... acho que essa vida em contato com a natureza semeou uma história em mim. Em 2011, a semente frutificou e eu fui em busca de compor uma narrativa que mostrasse com alegria essa boa convivência entre o homem e a natureza”, conta ele, referindo-se ao livro A Casa na Árvore.
Um novo vizinho se instala no Condomínio Bicharada e os moradores preparam uma festa de boas-vindas. Com esse mote, Freitas promove um divertido passeio pela fauna e flora brasileiras.
Enriquecida com o talento de Lúcia Brandão, com suas ilustrações incríveis, a obra destaca, a cada dupla de páginas, informações reais (o animal e a árvore onde mora) que culminam com um elemento fantástico (o presente que cada animal leva para o chá de casa nova do novo morador). “Gosto muito dessa mistura. De forma delicada, o livro ainda conduz o leitor para um final que valoriza a relação entre o homem e a natureza”, explica o autor.
Ao final do livro, um bônus: Tino, Lúcia e a editora Melhoramentos mergulharam num longo trabalho de pesquisa sobre a fauna e a flora brasileiras. O resultado é um pequeno glossário com informações curiosas sobre árvores como Araucária, Ingazeiro, Ipê-Rosa e Fieira. “Em meio a esse processo descobrimos, por exemplo, que o Pica-Pau Bufador é a espécime que dá nome àquele famoso sítio da literatura brasileira”, conta o escritor. Ele está falando de O sítio do Pica-Pau amarelo, uma criação do inventivo Monteiro Lobato, um grande escritor que voltou sua imaginação para construir cenários e personagens que vêm agradando crianças de várias gerações.
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