Atropelamentos, colisões e choques já mataram 19 pessoas em Franca. Dessas, 13 eram jovens com idades entre 0 e 34 anos. Eles representam quase 70% das vítimas do trânsito na cidade e no perímetro urbano das rodovias Cândido Portinari, Fábio Talarico, Felipe Calixto, João Traficante, Nelson Nogueira e Ronan Rocha.
Os índices são do InfoSiga, que compõe o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, do governo do Estado de São Paulo, e de um levantamento feito pelo Comércio. Neles, é possível ver que, entre as vítimas da maior faixa representativa, três tinham entre 0 e 17 anos. É o caso do bebê Davi Lucca Silva Barato, de apenas 4 meses. No final de maio, ele e o pai, Wesley Silva Barato, 29, morreram após um motorista bêbado jogar seu veículo de um barranco na Cândido Portinari e atingir o carro da família, que seguia pela alça de acesso do Leporace à pista.
Outras três mortes foram de jovens com idades entre 18 e 24 anos. A universitária Gabriela Cristine Silva Cezarino, de 19 anos, faz parte desse grupo. Em fevereiro, ela não resistiu aos graves ferimentos provocados pela batida entre sua moto e um ônibus da São José. A tragédia aconteceu no bairro da Estação após, segundo a Polícia Militar, a jovem não ter respeitado o sinal de “pare”.
Porém, desse grupo, o maior número de mortes no trânsito aconteceu entre pessoas que tinham entre 25 e 29 anos de idade: foram cinco óbitos. Um deles aconteceu na rodovia Ronan Rocha, em maio deste ano. A vítima foi João Antônio Gonçalves de Azevedo, de 25 anos. Ele bateu sua moto em uma placa de sinalização, na avenida José Moisés Pereira, na alça de acesso à rodovia Ronan Rocha, próximo ao posto Travessia.
As outras duas vítimas restantes do grupo de maior representatividade tinham entre 30 e 34 anos. Uma delas foi o empresário Márcio José Prieto Silva, 34. Em abril, na rodovia Felipe Calixto, ele caiu de sua moto e chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu.
Para o tenente Régis Antônio Mendes, responsável pelo Pelotão de Trânsito da Polícia Militar em Franca, a maioria dos casos acontece em razão da imprudência dos motoristas e pedestres. “É comum encontrarmos situações de excesso de velocidade e de não usar o cinto de segurança, especialmente com os jovens, que possuem espírito aventureiro e pouca ou nenhuma experiência”, disse.
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