Em sua coluna semanal no caderno Cotidiano, da Folha de S. Paulo (07.02.17), a psicóloga Rosely Sayão faz oportuna análise da atitude de certos pais em relação aos seus filhos, e alerta para o entendimento do que seja “vida boa”, saudável/prazerosa, e “boa vida”, alienada/amoral.
Salienta a colunista que é indispensável que os pais procurem, antes de oferecerem “coisas” a seus filhos, antes de os livrarem de situações criadas pela irresponsabilidade de ambos, aplicar-lhes sólida formação ético/moral, não se esquecendo de que eles lhes são confiados pelo Supremo Criador de tudo e de todos, justamente para serem orientados no rumo da infinita consciência evolutiva.
Neste contexto, é indispensável a educação moral e religiosa, que deve começar desde a concepção. Não estamos falando de cerimônias, de cultos externos, de rituais. Estamos falando de algo muito mais profundo, que deve ter início e desenvolvimento na intimidade do Ser.
É preciso que os pais falem com seus filhos sobre Deus, como Pai amoroso com as Suas Criaturas, conforme se infere de Suas próprias Leis. Que falem sobre a imortalidade da alma, sobre a morte. Que lhes mostre a finitude da vida material. Que lhes realcem a importância da caridade para com o próximo, como lei maior da Vida.
Que mostrem a importância da tolerância com o semelhante, relativamente a raça, cor, opção sexual, religião, sem o que, qualquer ato religioso, perde o seu significado. Este o verdadeiro processo de religação com Deus.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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