“Muito se fala em direitos humanos para aqueles que invadem sua casa ou seu comércio e apontam uma arma ou uma faca na direção da sua mulher ou da sua filha. Mas e os direitos dos trabalhadores que perdem tudo por causa dos bandidos? Onde ficam? Quem arca com o prejuízo?” Foi com esse discurso indignado e pesar na voz que um comerciante definiu o que sentiu após seu varejão ser roubado, ontem à tarde. Foi a 17ª invasão ao estabelecimento em apenas seis meses.
O roubo, feito por dois ladrões, aconteceu por volta de 12h30 no varejão localizado no Jardim Vera Cruz. A mulher do proprietário, uma comerciante de 42 anos, e a filha, 15, estavam no estabelecimento quando a dupla se aproximou. “Um deles estava com uma faca e anunciou o roubo, apontando-a na nossa direção. Ele e o comparsa ‘limparam’ o caixa e pegaram doces, chocolates e chicletes”, contou.
Após os criminosos fugirem, a família foi, mais uma vez, até a delegacia. No Plantão Policial, narraram o que aconteceu. Ninguém foi preso. O ataque ao varejão será investigado pelo 5º Distrito Policial. O comerciante, no entanto, não parece ter esperanças de que os responsáveis por esse e outros crimes sejam capturados.
“A Polícia Militar vem, registramos a ocorrência na Civil também, mas não acontece nada. O dano que esses roubos e furtos têm me causado não são apenas financeiros. Devastam e desanimam a gente. Abalam o psicológico”, ressaltou.
Furtos e roubos
Além dos assaltos, em que a família ficou sob a mira de revólver em plena luz do dia, o comerciante disse que, antes, os bandidos invadiam o varejão no período da noite, fato que o motivou a tomar uma atitude drástica: passar a morar no estabelecimento.
“Eles cortavam o alambrado e pegavam verduras e galinhas que eu vendia. Detonaram nosso sistema de segurança. Por causa disso, tive de me mudar para cá. Improvisei um quarto nos fundos do varejão e sequer vou dormir em casa com minha família. Pelos meus cálculos, terei de trabalhar dois anos só para pagar os prejuízos que eles têm me trazido”, disse.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.