A comerciante Vera Lúcia Vicente Araújo, 57, espera ter iniciado nessa quarta-feira uma nova fase em seus negócios. Moradora do Parque Vicente Leporace, ela foi a primeira a pegar as chaves da loja que comandará no novo centro comercial do bairro, que foi entregue pelo governo do Estado de São Paulo.
Vítima de furto no mês passado, agora, terá um espaço adequado e mais seguro para vender roupas, presentes e acessórios. “Foi uma luta para eu conseguir. Jesus me falou que ia me dar um lugar de destaque e me deu. Peguei um box no andar de cima, de frente para a avenida. Agora, vamos trabalhar. Estou muito feliz. Vou batalhar e Deus vai me dar tudo em dobro.”
A galeria comercial foi construída ao longo da avenida Abrahão Brickmann e conta com 23 boxes, sendo 11 no térreo e 12 no piso superior. O prédio tem estrutura metálica, telhas ecológicas, esquadrias de alumínio, elevador para acessibilidade e pisos cerâmicos. Também dispõe de infraestrutura, com redes de água e esgoto, drenagem, pavimentação asfáltica e paisagismo.
Os comerciantes que vão trabalhar na galeria receberam as chaves de seus boxes das mãos do prefeito Gilson de Souza (DEM) e de diretores da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). “Foi um dia de alegria, pois o prédio ficou muito bonito. Os lojistas estavam ansiosos e vão ter muito sucesso no comércio. A revitalização e a urbanização vão trazer, também, a valorização dos prédios e dos centros comerciais”, disse Silvia Meira, gerente-regional da CDHU.
A primeira galeria foi entregue em junho de 2016, com 12 boxes. Outro conjunto, em fase de construção, está previsto para ser liberado em março do ano que vem. Todos os sorteados que vão utilizar os boxes foram cadastrados e habilitados pela CDHU em 2009.
“Tivemos um novo cadastramento das demais famílias e realizaremos outro sorteio dos remanescentes, pois sobraram alguns boxes. Em breve, faremos o chamamento, mas não será possível atender a todos”, disse Silvia Meira.
Os centros comerciais são necessários para a retirada das lojinhas instaladas irregularmente nas garagens dos predinhos. Os locais serão demolidos gradativamente, à medida que os comerciantes sejam transferidos para os novos prédios. A CDHU afirma que a revitalização completa demandará um investimento de aproximadamente R$ 20 milhões.
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