'Tatuador agiu por impulso e está arrependido'


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Maycon Wesley Carvalho dos Reis e Ronildo Moreira de Araújo
Maycon Wesley Carvalho dos Reis e Ronildo Moreira de Araújo
A mãe do tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis, acusado de tatuar na testa de um adolescente a frase "eu sou ladrão e vacilão", disse que o filho está arrependido e agiu por impulso. Ele e o pedreiro Ronildo Moreira de Araújo, 29 anos, foram presos na sexta-feira passada em São Bernardo do Campo (ABC).
 
Em entrevista ao site "G1", Rosilene Rodrigues Carvalho dos Reis disse que se encontrou com o filho no sábado e que ele falou que agiu no calor da emoção. "Conversei com ele, e está arrependido. Disse que tinha feito no calor da emoção, mas agora já estava feito", afirmou.
 
Ela contou que ficou sabendo o que tinha acontecido pelo próprio filho. Ele ligou para ela e disse que a polícia estava indo na pensão buscá-lo. "Eu reagi de uma maneira assustadora. Não acreditei que ele tinha feito aquilo", contou ao site.
 
Rosilene disse acreditar que seu filho agiu por um impulso do momento porque a família já foi vítima de bandidos. Ela disse ao "G1" que sofreu um sequestro-relâmpago há pouco tempo e foi agredida na frente do filho. Segundo ela, o crime não teve solução pela polícia.
 
A irmã do tatuador, Milena Carvalho dos Santos, também comentou sobre o trauma da família. "A gente passou por muitas coisas difíceis. Temos um pouco de trauma até hoje e acho que isso incentiva um pouco. Na hora da raiva a pessoa não tem reação e faz coisas erradas porque o sangue sobe", disse.
 
Menino de família
A mãe do tatuador contou que ele sempre foi trabalhador e querido por todos. "Todo mundo que conhece a índole dele está se manifestando para tentar ajudá-lo. Estão pondo ele como um monstro, e ele não é. É um menino trabalhador."
 
Ela também contou que o filho sempre foi sossegado. "Ele é um menino de família. Não era bagunceiro. Sempre foi amoroso com todas as pessoas. Nunca tive problemas com ele", disse.
 
Os dois suspeitos estão presos no CDP de São Bernardo do Campo.
 
CONDENAÇÃO
O pedreiro Ronildo Moreira de Araújo, 29 anos, acusado de filmar a tortura sofrida pelo adolescente de 17 anos, já tem uma condenação a cinco anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto por roubo. O julgamento foi realizado em 2009. O roubo aconteceu em novembro de 2008. Ele cumpriu a pena.
 
Segundo informação da polícia, na época do crime, Ronildo e um comparsa foram presos em flagrante após roubarem a bolsa de uma corretora de imóveis.
 
O pedreiro estava havia 15 dias na pensão onde o adolescente teve a testa tatuada. Segundo o dono do estabelecimento, o comerciante Antônio Santos de Araújo, 54 anos, ele se hospedou no local porque estava trabalhando em uma obra na região. O pedreiro confessou ter filmado a tortura.

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