Dono de laboratório nega desvio


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O proprietário do Labcenter, Danilo Pereira, negou que tenha participado de um esquema de desvio de recursos públicos. Confirmou que houve a troca de códigos dos exames, mas disse que isso ocorria porque a metodologia aplicada para os procedimentos eram mais caras e não estavam previstas na tabela de remuneração do SUS. 
 
Segundo ele, um exemplo é o exame de sangue oculto, que na tabela seria pago a R$ 1,65. “A tabela é desatualizada. Ela é de 1996. Muita coisa mudou na medicina de lá para cá, inclusive, a forma como alguns exames estão sendo feitos”, disse. Ele cita que há 20 anos, para fazer o exame de sangue oculto (que serve para identificar a presença de hemácias nas fezes), era necessário que o paciente ficasse uma semana em dieta, além disso, a chance de erros com a metodologia antiga seria maior. Atualmente, esse mesmo exame pode ser feito sem a necessidade de dieta, mas para isso é preciso um kit especial, que custa R$ 8. “O que nós fazíamos é realizar esse exame mais caro e preciso, mas como a metodologia dele não tem na tabela, usávamos um código de outro exame do mesmo valor que o realizado.” Ele nega que tenha havido desvio de recursos. “Não houve isso. O que houve é que realizávamos um exame mais caro não previsto na tabela e usávamos o código de um outro do mesmo valor. Queríamos garantir um resultado melhor.”
 
Questionado sobre o acordo que haveria com servidores da Secretaria de Saúde, ele disse que soube do acordo que haveria envolvendo outro laboratório e que, por isso, passou a adotar o mesmo procedimento. “Mas nunca solicitei nenhum documento por parte da Prefeitura autorizando essa troca. Esse foi meu erro”, disse. 
 
Disse que colabora com o Ministério Público e que entregou toda documentação solicitada. “Não tenho nada a esconder.”
 
O Laboratório Carlos Chagas também foi procurado. Foram feitas três ligações à empresa. A primeira às 13h30. A ligação foi atendida por Maria Lúcia, que informou que o responsável por falar, Gabriel Facuri, retornaria o contato. Como não houve retorno, às 15h20, o jornal voltou a ligar. Gabriela atendeu e informou que Gabriel não poderia atender. 
 
Às 15h44, solicitaram que um e-mail fosse encaminhado com os questionamentos. O mesmo foi enviado às 16 horas e confirmado o recebimento. Mas às 17h50, informaram por telefone que não seria possível responder as perguntas e que o fariam hoje, terça-feira. 

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