A cada dez dias, uma pessoa é assassinada em Franca


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No dia 14 de maio, Uilian Vieira, 26, foi executado em campo do Jardim Aviação. Ele está entre as 16 vítimas de homicídio em Franca
No dia 14 de maio, Uilian Vieira, 26, foi executado em campo do Jardim Aviação. Ele está entre as 16 vítimas de homicídio em Franca
Os primeiros seis meses do ano estão apresenta um saldo preocupante no tocante à violência em Franca. A cidade registrou, em apenas 160 dias, 16 assassinatos. Ou seja: a cada 10 dias, acontece um homicídio na cidade. 
 
Desses crimes, que têm as mais diversas motivações, oito casos ainda seguem sob investigação na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) para que os responsáveis sejam pegos e punidos. Uma dessas mortes a esclarecer é a do açougueiro Elvis Luã Lopes Barbosa, de 26 anos. No último dia 9, ele foi executado com três tiros de revólver calibre 38 na rua Rodrigues Duarte, na Vila Santa Terezinha. O assassino fugiu. 
 
Em meio aos homicídios registrados nesses 160 dias, metade se concentra na zona Sul de Franca. Cinco apenas no complexo do Jardim Aeroporto. São os casos do duplo assassinato dos irmãos Lessandro Gonçalves de Castro, de 33 anos, e Leandro Gonçalves de Castro, 35, mortos a tiros em janeiro; do ferreiro Carlos Alexandre de Oliveira Custódio, 27, em fevereiro; e de Fabrício Marcos Silva, 33, no mês seguinte. O desempregado Valdeci de Freitas Honorato, 33, no dia 10 de março, foi assassinato a pauladas no Jardim Primavera.
 
No mês seguinte, o autônomo Júlio César Barreto, 39, foi executado com três tiros no meio da rua ¶ngela Rosa Scarabucci. Depois,foi morto o servente de pedreiro Uilian Aparecido dos Santos Vieira, assassinado durante uma partida de futebol no campo do Jardim Aviação, no dia 14 de maio. Além desses homicídios, a morte da dona de casa Cirlene Pereira Mendes, de 40 anos, ocorrida no Recanto Elimar I, ressalta a violência na zona Sul da cidade. Ela foi morta com golpes de punhal no dia 4 de junho pelo próprio marido, o pedreiro Jorge Donizete Gonçalves da Silva, 60. Ele se entregou à Polícia Civil horas após matar a mulher por ciúmes e segue atrás das grades.
 
Das mortes com histórico já apurados, quatro pessoas foram assassinadas com tiros, duas a facadas, uma a pauladas e outra com punhal. Para o delegado titular da DIG, Márcio Murari, infelizmente esses crimes continuarão acontecendo em razão da impunidade. “Essas mortes acontecem por pouca coisa e motivos fúteis. O número crescente é reflexo da impunidade. A legislação brasileira é branda e não intimida aquele que mata”, disse, durante entrevista em abril deste ano.

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