As rodovias da região fizeram mais uma vítima na noite de quarta-feira. O engenheiro Paulo de Tarso Garcia Junqueira, de 64 anos, morreu após ser atropelado por um veículo na Cândido Portinari, entre Pedregulho e Rifaina. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária, o engenheiro estava correndo na pista, por volta de 19 horas, quando foi colhido por um Fiat Dobl•. Com o impacto, Junqueira sofreu diversos ferimentos pelo corpo e, com politraumatismo, foi socorrido até Pedregulho. Em razão da gravidade de seu estado, seria atendido em Franca, porém, não resistiu aos graves ferimentos e morreu a caminho do hospital.
Segundo seu irmão, Renato Garcia Junqueira, o hábito de correr cerca de 20 quilômetros era diário na rotina do engenheiro. A vítima, que morava com a família em Batatais, era natural de Ribeirão Preto (SP) e trabalhava há quase um ano para a WV Construtora na construção de um prédio em Rifaina. Por essa razão, ficava hospedado durante a semana em uma pousada da cidade e, aos finais de semana, visitava a cidade onde morava com a mulher.
O corpo de Junqueira foi removido ao IML (Instituto Médico Legal) de Franca. Ainda segundo Renato, a família só foi comunicada de sua morte por volta da 1h15 de quinta-feira em razão da demora para identificar o corpo, já que o engenheiro não portava nenhum documento. Seu velório aconteceu em Batatais, bem como seu sepultamento, ainda no final da tarde de ontem. Ele deixa a mulher, quatro filhos e seis netos. As causas da tragédia serão investigadas pela Polícia Civil.
Comoção
A morte do engenheiro gerou comoção nas redes sociais. “Exemplo de vida e caráter”, escreveram Anelise Marinelli e Julius Oberlaender. Em meio a vários comentários no Facebook, estava o de um de seus filhos, João Junqueira. “Meu super herói faleceu. Como pode? (...) Abriu mão de sua vida pessoal para passar horas e meses trabalhando incansável para comprar meu brinquedo favorito”, contou o filho, que prosseguiu. “Morreu um grande homem e tive o privilégio de ser uma de suas obras.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.