ANÁLISE ISENTA DOS FATOS DEMONSTRA: MICHEL TEMER AGIU DE MANEIRA TORTA
Qualquer político, principalmente o possuidor de cargo público eletivo ou não, precisa, acima de todas as coisas, agir com ética e se portar com estrita correção e honestidade. Os fatos divulgados nos últimos meses deixam bastante clara a situação que vivemos hoje: a grande maioria dos políticos brasileiros sempre agiu com os dois pés na ilegalidade, seja se deixando corromper ou então confundindo o público com o privado e trabalhando apenas naquilo que possa lhes trazer vantagens. Depois de Lula e Dilma, os dois últimos ex-presidentes, o atual, Michel Temer (PSDB) dá provas de que também não deixou passar incólume a oportunidade de pelo menos flertar com a imoralidade. E apenas os fatos mais recentes anunciados já teriam poder de impedi-lo de continuar o mandato, caso os nossos tribunais superiores (ele tem foro privilegiado) julgassem sem se ater a filigranas jurídicas que só bveneficiam quem não merece.
O Brasil, acompanhando as denúncias graves que surgiram de delações no âmbito da Lava Jato só tem um desejo: que os culpados sejam punidos e a ética mova os homens públicos deste País. A informação de que Michel Temer recebeu, altas horas da noite, um empresário que estava sendo investigado pela Polícia Federal, só confirma a tese de que há poucos que se salvam. A conversa entre ambos, na qual Joesley Batista revela uma série de atos criminosos (que o presidente chama de “bravatas”), não poderia ter sido travada sem que Temer tivesse conhecimento dos fatos ali citados. E, o que é pior: calou-se, quando deveria denunciar o dono da Friboi à Polícia Federal, pois ele citou fatos graves, como o pagamento para que o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ficasse de boca fechada e a insinuação de que estaria subornando juízes e procuradores da Justiça Federal. Ao ficar quieto, Temer cometeu crime, além de criar suspeitas de sua conivência.
O pior veio depois, quando o Palácio do Planalto tentou negar que o presidente da República (então vice) tinha sido utilizado um jatinho de Joesley Batista para se deslocar, junto com a família, para Comandatuba (BA). Depois, quando a informação havia sido confirmada, a assessoria do Palácio voltou atrás e teve que admitir a viagem. Nenhum homem público que se diz acima de suspeitas, como Temer fez em mais de uma ocasião, não pode aceitar este tipo de “favor” — algo que é feito cotidianamente no Brasil e considerado normal. Em outro país democrático e sério, dificilmente o presidente seria poupado diante das acusações (e provas). Mas aqui, como tudo funciona de forma diferente e peculiar (e pelo que o TSE vem sinalizando no julgamento da chapa Dilma-Temer), corre-se o risco de que não haja punição para a falta de ética, de legalidade e de moralidade que move os ocupantes de cargos públicos.
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