Globo estreia série 'Carcereiros' na internet


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Rodrigo Lombardi vive personagem
Rodrigo Lombardi vive personagem

Lígia Mesquita
FolhaPress

A Globo resolveu pagar para ver. Vai exibir, pela primeira vez, um conteúdo inédito quase um ano antes de ele ir ao ar na TV aberta –para quem também quiser pagar para ver. No caso, os assinantes do GloboPlay, sua plataforma de vídeo sob demanda.

Ela disponibiliza na internet a partir desta quinta (8) sua nova série dramática, "Carcereiros", prevista para estrear em abril de 2018 e que já conta com uma segunda temporada encomendada.

Há um mês, o canal também jogou em sua plataforma o novo humorístico criado por Miguel Falabella, "Brasil a Bordo", ainda sem previsão de exibição.

A emissora não abre números sobre o GloboPlay (sabe-se, por exemplo, que em novembro do ano passado, ela atingiu 9,5 milhões de downloads), então não é possível avaliar se "Brasil a Bordo" teve bom desempenho.

Inicialmente prevista para janeiro, "Carcereiros" foi adiada porque seu protagonista, Rodrigo Lombardi, também estaria no ar na novela "A Força do Querer" – o ator substituiu Domingos Montagner, morto em setembro, na série.

"Como produtores de conteúdo, queremos que nossas histórias cheguem ao público como, quando e do jeito que ele quiser. Por isso estamos ampliando no Globo Play, de forma mais consistente, o acesso a capítulos ou a séries completas antes da estreia na TV", diz a Globo, por meio de sua assessoria.

CADEIA DE MENTIRA

Informado de que haverá uma rebelião no presídio, o carcereiro Adriano (Lombardi) recebe uma missão de um preso, para que as coisas não se compliquem: buscar o filho do marginal em outra ala do local e trazê-lo a salvo para perto do pai. Para garantir que isso aconteça, um colega seu (Tony Tornado) é feito refém.

É assim que o protagonista é apresentado no primeiro –e muito bem realizado– capítulo de ação da trama escrita por Dennison Ramalho, Fernando Bonassi e Marçal Aquino, com coprodução da Gullane e da Spray Filmes.

A série de 12 capítulos, com direção-geral do cineasta José Eduardo Belmonte, é livremente inspirada no livro homônimo do médico Drauzio Varella, colunista da Folha de S.Paulo.

A história de Adriano e de outros personagens do presídio é entrelaçada com depoimentos de carcereiros e imagens de arquivos de rebeliões e conflitos, numa parte documental com direção de Pedro Bial e Fernando Grostein Andrade –este também dirigiu alguns episódios da ficção.

Para afastar comparações com a realidade prisional, os autores e o diretor reivindicam o caráter de entretenimento, atemporal e nacional, da série. "A gente mostra esse lugar em que a cadeia sai da mão do Estado e vai para a do crime", afirma Bonassi.

"A ficção brasileira tem um ranço naturalista. A série não é nada naturalista", diz Belmonte. O diretor, diz que para evitar leituras comparativas com "Carandiru", também inspirado em obra de Varella, fez "totalmente o contrário" do longa de Hector Babenco. "Estilizei ao máximo."

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