'Começa em mar' é o novo romance de Vanessa Maranha


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Partindo da ideia de que toda a história humana passa pelo mar, a escritora Vanessa Maranha lança no dia 22 de julho, no Espaço Cultural do Shopping do Calçado em Franca, pela Editora Penalux, o seu segundo romance, Começa em Mar, que já vem sob a chancela de Menção Honrosa no Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2016.
 
“É a trajetória épica de uma mulher, filha de português e espanhola que aportam numa ficctícia ilha baiana, local que já explorei no meu livro de contos Pássara (Editora Patuá). Um livro que fala sobre as questões do nosso tempo, cravando unhas ficcionais no momento político, apontando o desterro do migrante, uma Europa idealizada por quem há muito a deixou para trás. Um livro sobre amores, sob uma ótica que mistura expressionismo a realismo fantástico, gradualmente deformando os personagens, transmudando-os, conforme as suas experiências. A solução final para idas e vindas, mulheres tentaculares, filhos que não vêm, é uma surpresa a enfeixar e oferecer um sentido todo humano ao percurso. Busca um lirismo épico, um leve desfoque que não permite enquadre’, diz a autora.
 
Um texto que toca na misoginia, no matriarcado, no discurso patriarcal, nas vidas que se desfazem. “A loucura caudalosa, onipresente em todos os meus livros comparece aí também. Quis falar de um mar mítico e potente como um deus votivo e que no livro ganha contorno de personagem; de espanhas e portugais ideais, seu poder colonizador. Queria uma sintaxe mais próxima da origem lusa, então mergulhei na pesquisa de linguagem”, finaliza.
 
Maria Valéria Rezende, (Prêmio Jabuti 2015, Livro do Ano Quarenta Dias e Premio Casa de las Américas, 2016 - Outros Cantos) na orelha desta obra diz: “quando inicio a leitura de um romance, leitora apaixonada que sempre fui e continuo a ser, espero encontrar histórias, narrativas que me revelem outros mundos e outras faces das infinitas possibi lidades do viver humano, sua grandeza e pequenez, as ilhas em que vivemos todos e o mar das surpresas para quem se atreve a desgarrar-se por rotas desconhecidas e imaginadas, e espero as delícias de uma linguagem livre, renovada e muitas vezes recuperada do tesouro de nossa língua meio enterrado sob a areia trazida pelas marés de “atualização”, uma linguagem sobretudo rica, ela também cheia de surpresas e encantamento. Tudo isso encontrei neste romance de Vanessa Maranha, que me levou à releitura tão logo cheguei à sua última praia, descobrindo mais e mais do que busco a cada viagem literária. Não hesito em convidar a leitora ou leitor que abriu este livro, premiado já  antes de publicar-se, a embarcar nestas páginas em que várias histórias de vidas, cada uma única, como longas mechas de diferentes cores, vão compondo uma trança que se ata, afinal, num novo e surpreendente laço.
 
Percurso
Vanessa Maranha é autora com prêmios, finalismos e participações na bagagem. Participou de várias antologias de contos, entre elas +30 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira (Record, 2007), organizada por Luiz Ruffato. Em 2001 foi finalista ao Prêmio Guimarães Rosa da Radio France Internationale; em 2004, venceu seleção de contos da Universidade Federal de São João Del-Rei (MG). Foi selecionada para as oficinas literárias da FLIP em 2010 (Jornalismo Literário), 2012 (Crítica Literária) e 2016 (Shakespeare; promovida pelo British Council). Em 2012 venceu o Prêmio Off Flip, no ano seguinte, o Prêmio UFES de Literatura (Universidade Federal do Espírito Santo) com o livro de contos Quando não somos mais (EDUFES, 2014) e também o Prêmio Barueri de Literatura 2013/2014 com Oitocentos e sete dias (Multifoco, 2012). Foi finalista ao Prêmio São Paulo de Literatura 2015 com o seu romance de estreia Contagem regressiva (Selo Off Flip, 2014). E,m 2016 lançou o livro de contos Pássara, pela Editora Patuá. Começa em Mar é o segundo romance da autora e recebeu Menção Honrosa do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2016.

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