Gilson fica com esqueleto se Alckmin mandar novo AME


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O prédio abandonado há mais de duas décadas foi repassado pelo governo à Prefeitura em maio
O prédio abandonado há mais de duas décadas foi repassado pelo governo à Prefeitura em maio
O prefeito Gilson de Souza (DEM) pretende firmar uma parceria com o governo do Estado para encontrar uma finalidade para o prédio do esqueleto localizado na avenida Ademar Pólo Filho, no Parque dos Lima. A idéia é implantar no local uma unidade do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) voltada ao atendimento de mulheres.
 
O prédio abandonado há mais de duas décadas foi repassado pelo governo à Prefeitura em maio. O decreto foi publicado na edição do dia 11, no Diário Oficial, e a cessão depende apenas de homologação da PGE (Procuradoria Geral do Estado), o que acontecerá nos próximos dias.
 
O prefeito disse que até o começo da próxima semana irá à Procuradoria, em Ribeirão Preto, para assinar o termo de recebimento do prédio. “É preciso um estudo técnico para avaliar se as estruturas não estão comprometidas. Se o prédio tiver condições de ser usado vou propor ao governado que implante um segundo AME em Franca, destinado às pacientes mulheres”.
 
O decreto de cessão do imóvel estabelece que caberá ao município qualquer despesa para a conclusão dos seis andares inacabados. “Fica o município autorizado a efetuar todas as intervenções necessárias visando a conclusão da obra, sob sua exclusiva responsabilidade, inclusive, em relação aos custos”, diz o texto. Estima-se que o município teria que gastar R$ 15 milhões para concluir a obra.
 
Após ganhar o presente de grego, Gilson idealizou um parceria para dividir com o Estado os custos da adoção do esqueleto. “Não posso arcar com o problema sozinho. É preciso de uma contrapartida do Estado. A Prefeitura reforma o prédio, mas vamos pedir ao governador que instale o AME e que cuide da manutenção”. 
 
Ao longo dos anos de abandono, várias sugestões de ocupação do prédio foram dadas. Nenhuma se concretizou. O terreno era do município e foi doado ao Estado, que projetou instalar no local a Secretaria da Fazenda. Em 2006, o Estado repassou o imóvel para o Tribunal Regional Federal instalar a sede da Justiça Federal. Onze anos se passaram e os recursos nunca foram liberados. No ano passado, o Tribunal devolveu o prédio ao Estado. Em março, o deputado Roberto Engler (PSDB) propôs à Secretaria Estadual da Justiça e da Cidadania que o prédio abrigasse o Fórum, hoje instalado em imóvel alugado na Presidente Vargas. 
 

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