Cinco golpes de punhal mataram a dona de casa Cirlene Pereira Mendes, de 40 anos, no Recanto Elimar I. No final da noite de sábado, ela foi assassinada pelo próprio marido, o pedreiro Jorge Donizete Gonçalves da Silva, 60, que foi preso após se entregar à polícia, na manhã de domingo.
O homicídio aconteceu por volta de 22 horas e teria sido motivado por ciúmes. Segundo informações da Polícia Civil, Jorge foi até o Plantão Policial e disse que matou a própria mulher porque pensava que estava sendo traído. A desconfiança começou no dia 14 de maio, quando, de acordo com o pedreiro, Cirlene recebeu uma ligação de um homem em seu telefone celular.
Ainda segundo o relato do acusado aos investigadores, no sábado, ele viu que novamente a dona de casa recebeu um telefonema. Uma discussão teve início. Jorge contou à polícia que Cirlene teria se irritado, desferido um tapa em seu rosto, pegado o punhal e partido para cima dele, que teria conseguido desarmá-la e a golpeado. As cinco perfurações desferidas atingiram o lado esquerdo do peito da vítima.
Assim que a mulher caiu morta em um colchão, no chão do quarto de sua filha, o pedreiro teria decidido tirar a própria vida. Aos policiais, ele disse que passou o punhal pelo corpo, pegou uma corda e chegou a pendurá-la na janela, pois queria se matar. O assassino ainda escreveu um bilhete com as frases: “Todos iriam (sic.) Eu quero enterra do lado dela (sic.) Cilene e Jorge”.
Já na manhã de domingo, por volta de 7 horas, Jorge chegou sozinho ao Plantão Policial, onde se apresentou como o assassino da própria mulher. Os investigadores foram até onde o casal morava e se depararam com Cirlene morta, o bilhete, o punhal e um papel com vestígios de maconha. Tudo foi apreendido.
Uma das filhas da vítima esteve na delegacia e relatou que sabia das ameaças do padrasto desde que as ligações começaram. O pedreiro, que não possuía passagens policiais, foi indiciado e preso por homicídio qualificado. Ontem, ele foi transferido para o CDP (Centro de Detenção Provisória) após uma noite no Guanabara.
Durante o domingo, o corpo de Cirlene foi velado. Ela foi sepultada ontem, às 10 horas, no cemitério Santo Agostinho.
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