Um imenso país de desigualdades


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RIQUEZA E POBREZA AINDA COABITAM EM NOSSO PAÍS DE DIMENSÕES CONTINENTAIS
 
Em pleno século XXI, o Brasil ainda é o país dos extremos: enquanto em algumas regiões o avanço tecnológico é capaz de apresentar números de primeiro mundo, em outras ainda não saímos dos primórdios do século passado. Não se pode conceber, mesmo diante da criação de políticas sociais públicas, que ainda haja no Brasil locais onde a energia elétrica ainda não chegou, escolar improvidadas em prédios sem as mínimas condições, atendimento de saúde deficiente (com falta de insumos e pessoal) e barracos improvisados abrigando famílias inteiras.
 
Enquanto somos um dos países onde o pagamento de impostos e tributos é comparado a diversos outros em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), como Suíça, Reino Unido e Alemanha, na contramão oferecemos serviços públicos de qualidade questionável. Não se pode admitir que num Brasil onde há centros médicos de excelência para o tratamento de diversas doenças, ainda exista outro Brasil onde pacientes morrem à espera de atendimento, amontoados em corredores. Ao mesmo tempo, dinheiro que deveria estar melhorando o atendimento nestas unidades problemáticas é desviado por bandos especializados em fraudar procedimentos, como cirurgias e medicamentos.
 
Da mesma forma que a Internet já é uma realidade em todos os Estados brasileiros e a telefonia celular se disseminou País afora, há certos rincões onde se vive à margem da tecnologia e do desenvolvimento, desconhecendo a própria existência da Internet e do telefone celular. Não contam com esgoto, água tratada ou pelo menos um ponto de luz dentro de casa. Há brasileiro que, confiando nas promessas eleitorais, elegeram seus representantes e ainda aguardam por melhorias que não aparecem. Querem apenas viver com dignidade, assim como todos os brasileiros.
 
É preciso que autoridades e legisladores eleitos considerem o Brasil como um só, olhando da mesma forma para os centros mais desenvolvidos e para os mais carentes. É preciso pensar o nosso País globalmente, ter uma visão ampla de nossas potencialidades assim como de nossas carências. As promessas são amplamente divulgadas em período eleitoral, mas grande parte delas não sai do papel. Nada afeta a ineficiente máquina administrativa, inchada em razão dos acordos políticos fechados em troca de apoio. Aos contribuintes, trabalhadores e empresários, pede-se que apertem os cintos. Mas não se vê o mesmo por parte do setor público. E tudo isso continua mantendo um abismo entre dois Brasis antagônicos que, pelo andar da carruagem, ainda vai perdurar por muito tempo, enquanto não se fizerem as reformas necessárias e corajosas que o País reclama e precisa com urgência.

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