Analfabeto poliglota


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O título destas linhas pode parecer paradoxal, mas é exatamente o caso de Edivaldo. Mineiro, da cidade de São Francisco, no norte do Estado, o moço, de situação financeira precária e sem qualquer frequência escolar, desconhece o Português, na fala e na grafia, mas passou a dominar idiomas estrangeiros. 
 
Disse que, certa feita, apareceram-lhe, em sonho, três jovens falando línguas para ele desconhecidas e que, por meio de sinais, disseram que lhe desejavam ensiná-las, o que fizeram, incluindo pronúncia e escrita. 
 
O fato mais impressionante vem depois: tendo aprendido, de verdade, a língua de cada um dos seus mestres oníricos — japonesa, inglesa e alemã —, foi levado à presença de notáveis conhecedores que atestaram que Edivaldo, realmente, conhecia os idiomas mencionados. 
 
O que, para a maioria das pessoas, é um mistério, para os espíritas, contudo, nada tem de misterioso. Conquanto não possamos afirmar que o caso concreto é de mediunidade, podemos, todavia, considerar que existem, sim, fenômenos de natureza espiritual em que, valendo-se dos recursos do médium, professores do Além ensinam-lhe idiomas estrangeiros ou outras ciências. 
 
Outra hipótese pode ser a de reencarnação de poliglota, ora experimentando a deflagração de lembranças espirituais. 
 
Mais raro, e tanto quanto menos provável, é que se trate de aprendizado espiritual de línguas, inobstante a sabedoria platônica assegurar que aprender é recordar o que já se sabia. 
 
Consideremos o fenômeno Laura Edmonds que, sendo inglesa, comunicava-se em mandarim arcaico, sendo necessário que estudiosos chineses traduzissem os seus escritos. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 
 

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