Meninas de 'Malhação' elevam a audiência da novela


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Meninas são responsáveis pela boa fase de 'Malhação'
Meninas são responsáveis pela boa fase de 'Malhação'

Leronardo Volpato e Fabiana Schiavon
FolhaPress

A nova temporada de "Malhação - Viva a Diferença" (Globo) começou no dia 8 de maio e, em suas primeiras semanas, já acumula média de 20 pontos na Grande SP, fato que não acontecia desde 2009, quando Bianca Bin e Humberto Carrão eram os protagonistas. Para ter uma base de comparação, a média registrada pelas antecessoras na mesma época foi de 18,9 ("Pro Dia Nascer Feliz", em 2016) e 16,2 ("Seu Lugar no Mundo", 2015).

Agora, com um quinteto de mulheres como protagonistas, a trama ganha fôlego. Para o doutor em teledramaturgia Claudino Mayer, a sintonia das meninas na TV é um dos motivos que fazem com que a história de Cao Hamburger tenha bons resultados. "'Malhação' volta a ficar na crista da onda por causa dos temas discutidos, de interesse do público que acompanha essa faixa horária. São dificuldades reais que as meninas passam, e isso causa rápida identificação. A história ganha sobrevida também pela química entre as personagens, a amizade e a interação entre elas. A maneira como se comunicam, tudo é válido", destaca.

É a primeira vez em 22 anos que a trama é ambientada em São Paulo. "O telespectador daqui se vê naqueles ambientes que a novela mostra, ele se reconhece."

Gabriela Medvedovski, que vive a Keyla, Ana Hikari, a Tina, Manoela Aliperti, a Lica, Heslaine Vieira, a Ellen, e Daphne Bozaski, a Benê, amam esse reconhecimento.

"Estamos nos divertindo muito com tudo o que está acontecendo", conta Gabriela. "Tenho recebido mensagens muito boas do público nas minhas redes sociais. Estou sempre acompanhando. Como são muitas mensagens e a rotina de trabalho é intensa, fica difícil responder todas, mas respondo algumas", revela Ana.

Com dramas diferentes -gravidez na adolescência e preconceito são alguns deles-, as personagens ganham destaque. "Tenho notado que o público está extremamente receptivo com a história que estamos contando e se identificando com os conflitos das meninas", diz Manoela. "O retorno dá um gás para o nosso trabalho, tanto os elogios quanto as críticas", finaliza Daphne.

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