Prefeitura de Franca cancela benefício e irrita servidores


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O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Fernando Nascimento, diz que entidade irá recorrer de decisão judicial
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Fernando Nascimento, diz que entidade irá recorrer de decisão judicial
A mais recente confusão envolvendo o governo Gilson de Souza (DEM) deixou boa parte dos mais de 4,5 mil servidores bastante irritados. 
 
No último dia 17 de maio, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou à Prefeitura de Franca a suspensão do pagamento do benefício da assiduidade aos servidores municipais. O benefício correspondia a um percentual que variava de 5% a 30% do salário base e era pago aos servidores que tiveram até três faltas anuais. 
 
O pagamento normalmente vinha sendo feito em junho, mas referente ao ano anterior ou trimestre anterior. Com a decisão judicial, os servidores ficaram sem saber se iriam ou não receber e decidiram procurar a Secretaria de Recursos Humanos, onde foram informados de que o pagamento da assiduidade seria feito. 
 
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Luís Fernando Nascimento, holerites com os valores do benefício chegaram a ser emitidos pela Prefeitura. “Os servidores consultaram os holerites que ficam disponíveis pela internet e viram que realmente iriam receber. Contavam com esses valores”, disse. 
 
O problema é que uma reunião entre o prefeito, o departamento jurídico da Prefeitura e a Secretaria de Recursos Humanos, na noite de terça-feira, mudou tudo. “Eles deram para trás e correram para tirar os holerites do ar. O sistema só voltou na quarta, pela manhã, e os holerites já não tinham mais o pagamento do benefício”, disse Nascimento. 
 
Ao ir esclarecer o fato com a administração municipal, o presidente do Sindicato foi informado que a Prefeitura havia revisto a decisão de contrariar a determinação do Tribunal. “Eles disseram que haviam repensado o caso e não queriam problemas com a Justiça, que se pagassem a assiduidade poderiam ser obrigados a devolver.” 
 
Com isso, os servidores que já contavam com os valores estão revoltados. “É muita falta de respeito e consideração com os servidores. Muita gente fez compromisso contando com esses valores. Havia a promessa de pagamento, os holerites emitidos e agora não querem mais pagar. É um absurdo”, reclamou Nascimento. 
 
Segundo ele, a categoria, que já vinha insatisfeita desde a suspensão das faltas abonadas agora, está revoltada. “Todos apoiamos o Gilson na eleição esperando que seria uma administração melhor. Mas não é o que estamos vendo. A decepção é grande e não vamos ficar quietos.” 
 
O sindicato marcou uma reunião para a próxima terça-feira, às 19h30, na sede da entidade, para discutir como vão se posicionar diante da retirada do pagamento. “Já decidimos que vamos recorrer judicialmente. Mas agora vamos discutir as estratégias que serão adotadas com o novo governo, porque já vimos que só conversar não resolve”, disse o presidente do Sindicato.
 
O secretário de Recursos Humanos, Alberto Donha, foi procurado no final da tarde de ontem para comentar o caso, mas não atendeu ao celular e não estava na secretaria. 

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