O recado da oposição


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Já é junho. Cinco meses se passaram desde a posse e até agora o prefeito não colocou nenhum assessor para fazer a ponte entre Prefeitura e Câmara. O líder do governo, Ilton Sérgio (DEM), por mais bem intencionado que seja, não tem a experiência necessária para defender os projetos de interesse do Executivo no plenário. O mesmo vale para a base aliada. A deficiência na articulação política poderá trazer problemas para Gilson de Souza (DEM). 
 
Enquanto o governo tenta se encontrar, a oposição, liderada pelo presidente Marco Garcia (PPS) e por Adérmis Marini (PSDB), sinaliza que está afinada e disposta a ser um obstáculo. No primeiro discurso após reassumir como vereador, Adérmis já fez críticas ao prefeito.
 
Logo na votação do primeiro projeto na sessão de terça, a dobradinha impôs derrota ao governo: Marco combinou com Adérmis para pedir adiamento do projeto que tinha a finalidade de adequar os procedimentos de aprovação de loteamentos e construção de casas populares do Programa Minha Casa, Minha Vida.
 
Adérmis seguiu o script, pediu adiamento e o presidente, com a agilidade que sempre adota quando o tema é de seu interesse, consultou o plenário e, num piscar de olhos, anunciou: aprovado. À base, só restou lamentar. “Não deu tempo nem de pensar”, reclamou Nirley.
 
O jogo político é assim. Não importa o mérito da proposta, a oposição sempre vai colocar dificuldades para o governo. O recado foi claro: a base precisa se articular e ficar atenta, caso contrário, derrotas mais indigestas vão acontecer.
 
Prazer: A advogada Marcela Cristina de Barros Francisco foi nomeada para ocupar o cargo de coordenadora de assuntos parlamentares da Prefeitura.
 
Três bicudos não se beijam: Marco Garcia (PPS), Adérmis Marini (PSDB) e Corrêa Neves Júnior (PSD) sinalizam que vão travar duros embates na Câmara. São articulados, defendem suas convicções e adoram o microfone. 
 
busão: Marlon Olien Sanches ganhou cargo comissionado na Emdef: gerente de serviços da rodoviária.
 
Pintura: Passarinho verde me contou que o artista plástico W. Veríssimo, chefe da Pinacoteca Municipal, não anda muito satisfeito.
 
Lei seca: A Udecif (União de Defesa da Cidadania de Franca) foi a autora da ação que pôs fim na venda de cerveja na Francana e no basquete. A Câmara tentará derrubar a liminar. Se conseguir, vai ter show de graça com Bruno, da dupla com Marrone...
 
Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br

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