Prefeitura dá mais 30 dias para ambulantes do Centro


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Guarda Civil, com apoio da PM, impediu montagem de barracas para que praça fosse limpa
Guarda Civil, com apoio da PM, impediu montagem de barracas para que praça fosse limpa
Os mais de 20 ambulantes que hoje ocupam as ruas e praças da cidade vendendo de frutas a cobertores receberam nessa quarta-feira mais 30 dias de prazo para continuarem no Centro. Depois disso, a Prefeitura deve encontrar outros locais para que possam trabalhar. 
 
O prazo foi dado pelo prefeito Gilson de Souza (DEM), durante uma reunião com um grupo de representantes dos ambulantes na manhã de ontem, em seu gabinete. Os vendedores tinham sido impedidos pela Guarda Civil Municipal de montarem barracas nos calçadões do Centro e decidiram ir protestar na Prefeitura. 
 
De acordo com o secretário de Segurança e Cidadania, Orivaldo Donzelli, a proibição foi feita para que equipes da Secretaria Municipal de Serviços pudessem fazer a lavagem dos calçadões. “Não fomos fiscalizar nada, porque não temos autorização para esse tipo de serviço. Estávamos lá para impedir a montagem das barracas para que a limpeza pudesse ser feita. Tanto é que, depois da limpeza, eles (ambulantes) foram liberados”, disse Donzelli. 
 
Como o grupo achou que era uma ação de fiscalização, resolveu ir ao gabinete. Lá, foram recebidos pelo prefeito, que conversou por cerca de meia hora com os presentes e explicou a situação. Ele também ouviu as queixas dos ambulantes, que se sentem perseguidos. “A gente está só tentando trabalhar. Não queremos prejudicar ninguém, apenas sobreviver”, disse um deles, que pediu para não ser identificado. 
 
Os ambulantes contaram ao prefeito que estão criando uma associação para que possam ser representados. Gilson autorizou que eles permaneçam na região central pelo prazo de 30 dias até a efetiva criação da associação. Depois terão de negociar com a Prefeitura sua saída. A ideia é alugar um espaço para que eles possam montar suas barracas de forma organizada e legalizada, como uma espécie de mercado popular. 
 
Segundo o prefeito, a reunião foi bem construtiva. “Somos um governo compartilhado e queremos resolver tudo com diálogo. Não queremos prejudicar o trabalho deles. A criação da associação vai protegê-los e ajudar a Prefeitura a fiscalizar. Estamos sendo cobrados para realizar essa fiscalização e buscar uma solução”, disse.
 
Os ambulantes também saíram satisfeitos com a conversa e agora devem agilizar os documentos necessários para a associação.
 

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