O primeiro projeto da pauta de votações da sessão de ontem era o de autoria do Executivo que acrescentava dispositivos à Lei de Parcelamento de Solo do Município. A proposta tem por finalidade adequar os procedimentos de aprovação de loteamentos e construção de casas populares do Programa Minha Casa, Minha Vida relativos às faixas 1 e 1,5, que são voltadas à população mais carente.
Uma manobra da oposição impediu a votação do projeto. Quando a proposta foi colocada em discussão, Adérmis Marini (PSDB), que retornou à Câmara ontem fazendo críticas ao prefeito Gilson de Souza (DEM), pediu o adiamento por três sessões alegando ser preciso mais tempo para analisar a proposta. “Quem for favorável permaneça como está, quem for contrário se manifeste. Aprovado”, disse, numa fração de segundos, o presidente Marco Garcia (PPS). Pouco depois, admitiu que a ideia de pedir o adiamento havia sido dele e combinada com Adérmis.
Nirley de Souza (PP) reclamou da maneira como Marco conduziu a votação. “Não deu tempo nem de pensar. A aprovação iria permitir a construção de casas populares com maior rapidez. Com o adiamento por três semanas, infelizmente, isso não vai acontecer.”
Corrêa Neves Júnior (PSD) também lamentou o adiamento articulado por Adérmis e Marco Garcia. “Não entendi... O projeto obedeceu o rito normal, foi analisado por duas comissões e inserido na pauta. Lamento não ter sido votado. Quem perde com isso é a população de baixa renda.”
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