Homem que cultivava maconha em mansão é condenado


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Polícia Civil encontrou 130 pés de maconha cultivados no quintal e mais 44 na varanda da casa do promotor de eventos
Polícia Civil encontrou 130 pés de maconha cultivados no quintal e mais 44 na varanda da casa do promotor de eventos
O promotor de eventos Rafael Fernandes Martiniano Guillen, de 36 anos, indiciado após policiais da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) localizarem quase 180 pés de maconha em sua mansão, nas proximidades do Condomínio Morada do Verde, recebeu sua sentença. Ele foi condenado a quatro anos e dois meses, em regime inicialmente fechado, pelo crime de tráfico de drogas.
 
A apreensão da plantação de maconha aconteceu em dezembro de 2015. Na ocasião, os investigadores da delegacia especializada receberam denúncias de que Martiniano recebia visitas na mansão, localizada no condomínio Vale da Lua Azul, e vendia a droga. Assim que foram ao local e constataram o crime, entraram no imóvel e se depararam com o promotor.
 
Para justificar os 130 pés de maconha cultivados em seu quintal e os outros 44 na varanda da casa, ele afirmou que tinha uma fundação que levava pessoas doentes aos Estados Unidos para fazer tratamento utilizando a droga. Mas, segundo a polícia, a instituição nomeada “Pró CBD-Cannabis BR-USA” nunca existiu. Era apenas um nome usado quando Martiniano vendia camisetas e brindes com as estampas da folha da maconha.
 
Na ocasião, o promotor de eventos também afirmou que a droga poderia resolver os problemas econômicos do País. “A maconha é uma erva que resolveria a situação econômica do Brasil e até mesmo o desastre ocorrido em Mariana (MG) em 2015, pois recuperaria o solo”, disse o acusado em entrevista à rádio Difusora.
 
Mesmo com esses argumentos, Martiniano foi preso. Quase um ano e meio depois, na sentença, proferida no último dia 19, a juíza Adriana Gatto Martins Bonemer afirmou que ele deve pagar pelo que fez. “O crime de tráfico tem efeitos sociais dantescos, fomentando a prática de quase todos os demais delitos. Tudo isso afasta a possibilidade de outro regime que não o fechado”, informou.
 
Ainda de acordo com a juíza, como Martiniano ficou solto durante a instrução do processo, ele pode apelar à pena em liberdade. Durante a tarde e até o final da noite de ontem, a reportagem do Comércio tentou falar com o advogado do promotor, mas seu celular estava desligado.
 
 
Polícia Civil encontrou 130 pés de maconha cultivados no quintal e mais 44 na varanda da casa
 

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