Açougueiro responderá por homicídio doloso


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 Wesley Fernando de Miranda
Wesley Fernando de Miranda
O açougueiro Wesley Fernando de Miranda, 33, responsável pelo acidente que matou o bebê Davi Lucca Silva Barato, de 4 meses, e seu pai, Wesley Silva Barato, 29, responderá por homicídio doloso. O delegado Dalmo Mateus Polo, responsável pelas investigações iniciais, considerou que, por atirar o veículo do barranco na rodovia e ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir (como, segundo o delegado, apontam o exame clínico de ingestão de álcool e os relatos de testemunhas), o motorista assumiu o risco de matar.
 
Para Dalmo, o açougueiro precisa responder pelas duas mortes ocorridas na rodovia Cândido Portinari, no último domingo, e pelas lesões causadas às outras vítimas do acidente. “Já iniciamos as investigações e, com todas as provas arroladas no dia dos fatos, constatamos que ele bebeu, dirigiu e causou a tragédia. Ele quis se matar e não se importou com a vida de outras pessoas que poderiam pagar por seu ato”, disse.
 
Preso desde a madrugada de segunda, Miranda segue no CDP (Centro de Detenção Provisória). 
 
Segundo o delegado, o relato de uma testemunha de que o açougueiro bebeu cervejas e pinga com mel na tarde de domingo e o fato de o exame clínico ter atestado que ele havia ingerido álcool são determinantes para indiciá-lo por homicídio doloso na modalidade “dolo eventual” (quando o indiciado prevê o resultado de um crime, não quer o ocorrido, mas assume o risco de matar).
 
O inquérito será encaminhado para a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) nos próximos dias. “Faltam apenas os exames necroscópicos das vítimas e o relatório do IC (Instituto de Criminalística) acerca da velocidade que o Voyage do acusado estava no momento do acidente. Ele precisa pagar pelo que fez e também deve ter sua carteira de motorista apreendida”, afirmou o delegado.
 
Estado de saúde
A jovem Thaís Silva Fróes Barato, de 25 anos, que perdeu o filho Davi Lucca e o marido no acidente entre o Voyage e o Ford Escort da família, continua lutando para sobreviver.
 
Na noite de segunda-feira, ela foi transferida do hospital São Joaquim para a Santa Casa e permanece em estado grave. Segundo o boletim médico divulgado na manhã de ontem, Thaís sofreu politraumatismo e respira com a ajuda de aparelhos na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
 
Sua filha, Yasmim Silva Morais, 8, que também estava no acidente, já teve alta médica. Outras duas passageiras do veículo, Janaína Rodrigues da Silva, 28, e Ana Júlia Rodrigues Silva, 8, também estão em casa. 
 
Já seu outro filho, Gustavo Henrique Rodrigues da Silva, 10, permanece internado na Santa Casa e deve ter alta nos próximos dias.
 

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