Um dia isso tudo terá que acabar


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ACIDENTES DE TRâNSITO CUSTAM CARO, DEVASTAM FAMÍLIAS E CAUSAM COMOÇÃO
O aumento da frota no Brasil, transformando os veículos automotores em verdadeiras armas nas mãos de irresponsáveis, é apontado como causador de grande número de acidentes com vítimas fatais. As ruas já não comportam o grande volume de automóveis e o transporte público, em grandes e médias cidades (como Franca), não consegue suprir a necessidade de deslocamento do cidadão. Em suma, as autoridades aparentemente não conseguem encontrar saídas para este problema cotidiano que fere, mutila e mata. O transporte público é ruim e, por isso, a frota de carros e motos continua crescendo em progressão geométrica. Diante dos fatos noticiados nos últimos dias, os acidentes fatais em Franca e região reacenderam a discussão sobre providências que possam, pelo menos, reduzir o número de desastres envolvendo veículos automotores.
 
Segundo cálculo do CPES (Centro de Pesquisas e Economia do Seguro), da Escola Nacional do Seguro, o Brasil perdeu R$ 146 bilhões em 2016 por causa dos acidentes de trânsito, o equivalente a 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto). O cálculo corresponde ao valor que seria gerado pelo trabalho de vítimas que morreram ou ficaram inválidas após acidentes. Quase 75% dos acidentados estão na população economicamente ativa, ou seja, pessoas que deveriam estar trabalhando. Somente em rodovias federais e estaduais foram R$ 5 bilhões perdidos em 2016, de acordo com a fundação Seade (Sistema Estadual de Análises de Dados). O número leva em conta gastos como a destruição do veículo, despesas hospitalares e a perda de produtividade. Os números demonstram urgência no investimento em segurança viária no País.
 
Como se pode ver, questão não deve preocupar apenas o nosso município, mas o Brasil como um todo. As providências passam pela legislação de trânsito, que precisa endurecer ainda mais os dispositivos legais, principalmente no caso de quem assume o risco de dirigir depois de ingerir bebidas alcoólicas. A falta de punições mais efetivas cria uma sensação de impunidade, descambando na irresponsabilidade de assumir o volante embriagado. Investir em melhorias de ruas e estradas, aumentando o número de dispositivos fiscalizatórios, como radares e as lombadas eletrônicas (o que se discute em Franca) também seriam capazes de frear o alto número de acidentes registrados no Brasil. É preciso investir para se evitar os altos gastos decorrentes destes acidentes que ferem, mutilam, matam, deixam famílias devastadas e a população comovida com os fatos que se repetem. Um dia, esta situação tem que acabar. Mas quando será que o brasileiro poderá sair tranquilos às ruas sem o receio de não voltar para casa ou terminar imobilizado em uma cama?

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